Nélson Oliveira: «Há muita malta que não vê o jogo e vai só às aplicações ver se marcaste um golo»

Avançado do V. Guimarães mostra-se feliz por estar a marcar mas não dá demasiado importância a isso

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• Foto: Ricardo Jr
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Autor de um dos golos no enfático triunfo do V. Guimarães na Bósnia, frente ao Zrinjski, no playoff de acesso à fase regular da Liga Conferência, Nélson Oliveira mostrou-se feliz por estar a marcar golos, mas não gosta que avaliação ao seu desempenho seja apenas feito através desse parâmetro.

"Sim, é importante [marcar]. É uma posição um bocado ingrata porque muitas vezes julga-se o nosso trabalho pelos golos. Às vezes até acabamos por fazer exibições bem melhores e bem mais importantes para a equipa, mesmo sem fazer golo. A verdade é que em 2024, neste momento, há muita malta que nem sequer vê o jogo e depois vai às aplicações e vê se marcaste um golo e acha que jogaste bem. É o tempo em que vivemos, em que tudo é estatística. Obviamente que isso conta. Honestamente, eu foco-me mais em ajudar a minha equipa, em fazer as tarefas que o míster pede para fazer, porque isto não é ténis, não é um desporto individual, não é importante se eu marco um golo ou dois, mas sim ganharmos todos juntos. Foco-me sempre mais nas tarefas de equipa do que propriamente os golos. Mas não vou mentir, é importante fazer golos e fico contente quando os faço", começou por dizer o avançado, na ressaca da vitória da europeia.

Grupo equilibrado: "Temos um grupo bastante equilibrado no que diz respeito à experiência e à juventude. Temos bastante juventude, temos jogadores também experientes que já passaram por outros campeonatos e por competições europeias. Esse misto de jogadores faz com que haja equilíbrio. Há momentos em que é importante a experiência e há momentos em que é importante a irreverência própria da juventude."

Papel dos avançados a defender e dos defesas a atacar: "O míster pode-o confirmar que se eu fizesse só golos, mas não pressionasse, certamente não vou jogar, porque ele dá muita importância e bem a isso. No caso dos defesas, também o ataque muitas vezes começa neles, começa na forma como eles conseguem sair da pressão e ligar o jogo nas linhas mais ofensivas. E é como já disse, isto não é ténis, não é os avançados que marcam golos, é a equipa que marca golos. E a equipa, se jogar bem, vai marcar mais golos. E os 11 jogadores, se correrem e pressionarem, a equipa também vai defender melhor consecutivamente. Por isso, é um trabalho de equipa e o míster passa-nos muito essa ideia da forma de pressionar todos juntos, de ocupar bem os espaços, com bola também ter qualidade desde trás a jogar."

Qualificação: "Fizemos história, entrámos numa fase adiantada da Liga Conferência pela primeira vez e somo a primeira equipa portuguesa. Fizemos um percurso espetacular, com 15 ou 16 golos marcados e exércitos sofridos. Um clube como o Vitória tem que estar sempre presente nestas fases. Sabemos que vamos ter uma época exigente, um calendário apertado, mas nós jogadores e clube gostamos é disso, porque como eu disse há pouco, um clube como o Vitória tem que estar habituado a jogar Europa, a ter calendários assim apertados."

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