Rui Borges: «Jogadores têm honrado da melhor forma o símbolo que representam»

Treinador do V. Guimarães após vitória sobre Moreirense

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Análise de Rui Borges, treinador do V. Guimarães, após vitória sobre Moreirense.

O que fez ao intervalo para ter um Vitória completamente diferente no segundo tempo?

Na primeira parte foi notória a falta da frescura física. Achava que não íamos sentir nesse período, mas só depois dos 70 minutos. A falta de frescura levou-nos a ser mais reativos, chegamos sempre atrasados às segundas bolas. Expusemo-nos ao adversário porque a equipa não estava tão fresca. Fomos conseguindo controlar, mas expusemo-nos ao desgaste. Fomos algo precipitados e perdemos alguma confiança, mesmo sem o Moreira nos criar grande perigo. Ma segunda parte, na fase em que achava que íamos cair, crescemos. O Händel cresceu, o Tiago cresceu, ajustamos comportamentos para empurrar o Moreira para trás. Fomos conseguindo empurrar até ao golo, depois do golo o recuo foi normal, a malta sabia que o triunfo era importante. Sabia que o jogo ia dar para 1-0 porque são duas equipas competitivas, que são o espelho uma da outra. Depois do golo fomos caindo, com um bloco médio baixo, mas tentamos controlar. Fomos sendo competentes e comprometidos e aguentamos. A vitória acaba por ser merecida.

O Vitória tem chegado à reta final dos últimos jogos a sofrer…

Isso não me preocupa. Não vamos ganhar sempre 3-0, os jogos são cada vez mais competitivos, os resultados mostram isso, não apenas os nossos. No mês passado sofremos golos em pormenores. Sofremos o golo com o Sp. Braga com um canto mal batido, empatamos com o Boavista com dois penáltis… as equipas não nos têm criado grandes oportunidades de golo. Hoje acabamos por sofrer, mas o adversário não nos criou grandes oportunidades. Do outro lado estava uma grande equipa, muito bem trabalhada, com boas dinâmicas. Acima de tudo tenho um grupo que acredita em tudo o que passamos, o mérito de estarmos a fazer um arranque fantástico é deles. Estamos desgastados, a diferença do número de jogos é enorme para os outros clubes.

Como sente a equipa após o quinto jogo do ciclo de sete até nova paragem?

Tentei não mudar muito nos últimos jogos, a equipa tem uma boa dinâmica, há jogadores que estão numa fase importante. O grupo está feliz porque estamos bem, muito bem, os jogadores têm sido fantásticos, não lhes podia pedir mais nada. Têm sido comprometidos, quando as coisas não correrem tão bem a responsabilidade será minha. Têm honrado da melhor forma o símbolo que representam.

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