Rui Borges: «Se derem o seu melhor, o treinador estará com eles até à morte»
Treinador do V. Guimarães considera que a equipa está numa "fase muito boa" depois da vitória em Arouca (0-1)
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Rui Borges iniciou o campeonato da melhor forma com uma vitória diante do Arouca como visitante (0-1). Apesar dessa condição, o técnico quis agradecer aos adeptos do V. Guimarães, "mais de dois mil", que fizeram a viagem desde a cidade berço. "Parecia um jogo em casa", começou por referir. Sobre o encontro, o timoneiro vitoriano considera que foi "muito disputado."
"Foi um jogo muito competitivo, contra uma equipa boa. O Arouca teve a bola ao poste ao nono minuto, mas não criaram outro lance de golo. Poderíamos ter sido melhores na finalização, mas é o que é, não vai ser sempre para o nosso lado", considerou Rui Borges.
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Resultado ajusta-se?
"Não conseguimos ser o que o Vitória que queremos por mérito do Arouca, também, uma equipa bem coesa e organizada. Acho que a vitória se ajusta, porque foi a demonstração de espírito e ambição que queremos. Vejo a equipa comprometida, todos entraram bem, pelo que a vitória se ajusta. Por vezes o jogo teve menos qualidade, mas o relvado assim o obrigou, porque estava em fracas condições."
Tem elementos em grande forma e que trouxeram um bom ritmo da última temporada.
"Tento extrair o melhor de todos. Não vou fazer comparações com a última época, porque os rapazes fizeram uma época absolutamente fantástica. A adaptação de todos às ideias tem sido incrível. Mais do que os resultados, somos obrigados a dar o nosso melhor. Vai haver dias menos bons, acontecerá, faz parte. Nesta fase, o espírito é muito bom. Estamos numa fase muito boa. A eles, eu só peço para darem o seu melhor, como hoje. Se derem o seu melhor, vamos ganhar jogos e tenho a certeza de algo: Caso os jogadores entrem em campo para darem o seu melhor, o treinador estará com eles até à morte. Neste clube nada se teme, é uma equipa de conquistas."
Houve mudança de chip?
"Aqui não tínhamos nada a temer. A única coisa que era necessário era a equipa dar uma resposta semelhante à que deu na Conference League. A equipa tem uma leitura de jogo parecida à minha e fizeram aquilo que lhes competia, que foi dar uma bela resposta. O meu discurso baseia-se sempre no próximo jogo, independentemente se é para o campeonato ou para a Europa. Queríamos ganhar ao Arouca, assim como queremos ganhar todos os jogos. Os jogos da Conference serviram quase como jogos de pré-epoca. Levar com o impacto de jogar quinta-feira e domingo e outra vez quinta-feira é duro. Importância de não sofrer? Fomos sempre uma equipa muito competitiva e muito coesa nisso."