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O campo está pronto, as batalhas começam dentro de pouco tempo. É num cenário medieval que o Vitória, na temporada de 2003/2004, receberá os seus adversários
Tecnicamente, a remodelação e ampliação do Estádio D. Afonso Henriques no âmbito do Euro-2004 está concluída. A obra custará 36 milhões de euros, segundo os últimos cálculos, e no final deste mês, conforme o prazo acordado com a UEFA, será entregue pela Câmara Municipal de Guimarães, na qualidade de entidade responsável, ao Vitória. Estão em fase de acabamento os interiores e os arranjos exteriores, pelo que a partir de Julho a Direcção do clube assumirá oficialmente a gestão do espaço.
Nesta primeira fase, o departamento comercial e de marketing vai assumir o controlo das operações, pois a venda dos lugares anuais arranca nas próximas horas. O "showroom" estará disponível a partir de amanhã, no complexo desportivo, a compra das cadeiras será disponibilizada no dia seguinte. A lotação do recinto é agora de 30 mil lugares, mas só estarão à venda cerca de 24 mil, pois a bancada do topo Norte continuará a ser ocupada pelo público em geral e adeptos das equipas visitantes. O clube procura, com esta campanha, gerar uma significativa receita extraordinária e gostaria de ver vendidos 10 mil lugares já para a próxima temporada. Partindo do pressuposto que existem cerca de seis/sete mil sócios com as quotas em dia, como se aferiu pelo caderno eleitoral de Dezembro último, a meta não será de todo impossível.
As primeiras impressões da população são de entusiasmo, pois o processo de revitalização foi bem conseguido. Agora, a luta passa por conquistar o próprio estádio: uma equipa de futebol capaz de atrair mais gente e uma gestão tão profissional como qualificada são fundamentais para evitar que o novo palco se torne num "elefante branco".
Acessibilidades directas
A renovação do estádio e consequentes exigências da UEFA vão conduzir a uma manifesta melhoria da rede viária local. Estando o recinto localizado no centro da cidade, as artérias que o circundam serão alvo de uma intervenção bastante profunda. Aliás, com esse propósito foi concluída a requalificação da Rua de S. Gonçalo. Seguir-se-ão, muito em breve, obras similares na Rua Saraiva Brandão, avenidas de Londres e Conde Margaride e Praça Heróis da Fundação. A Circular da Quintã e Rua Teixeira de Pascoais serão pavimentadas, procedendo-se ainda ao desnivelamento do Nó do Castanheiro.
Parques de estacionamento
Está a ser ultimada a construção de três parques de estacionamento no espaço pertencente ao Estádio D. Afonso Henriques. Dois deles, nos topos, serão subterrâneos e vão disponibilizar quase 500 lugares. O parque do topo Sul, ao qual se terá acesso pela Rua de S. Gonçalo, estará aberto à semana, para exploração da autarquia. Nos dias dos jogos é provável que seja o Vitória de Guimarães a proceder à sua rentabilização. Mas esta é outra das matérias que em tempo oportuno serão estudadas pelo clube, através do seu representante Cruz Fernandes, e o vereador da edilidade António Castro. Porém, ainda nada está completamente definido. A totalidade dos parqueamentos disponibilizados à superfície terão capacidade para aproximadamente 300 lugares.
Bancada para serviços
A bancada de topo marca, claramente, a diferença no projecto de reconversão do estádio. Nela poderão nascer sectores ligados ao comércios, serviços, hotelaria e outros. A sua fachada é urbana (é em chapa de alumínio perfurado) e terá visibilidade do seu interior para a praceta. Nesta, cujo acesso da rua e dos parques será exclusivamente pedonal, nascerá uma linha de água com cascata e dois repuxos.
História
O antigo Estádio Municipal de Guimarães, cedido ao Vitória em Dezembro de 1989 pelo preço simbólico de 100 contos, passou a ser denominado de D. Afonso Henriques em 1995. Os sócios votaram duas propostas, Afonso Henriques e Vitória Sport Clube, tendo a primeira recolhido 453 votos, contra 358 da segunda. Numa primeira fase do processo também foram propostos os nomes de Estádio da Amorosa e José Maria Castro Rodrigues.
Decoração medieval
O "layout" de cadeiras dispostas nas bancadas vai levar os adeptos a imaginar um torneio medieval. No topo Sul está desenhado D. Afonso Henriques, nas restantes vêem-se bandeiras coloridas. Nas casas de banho e bares, os azulejos das paredes estão decorados com o Castelo de Guimarães, escudos, capacetes, espadas e ainda um esboço da maqueta do estádio.
Vantagens para sócios
Na compra de lugares anuais, os sócios vão usufruir de diversas vantagens (serão oficialmente dadas a conhecer na próxima semana), pois o clube pretende estabelecer acordos de serviços com algumas empresas da cidade e região. Outra das apostas estará essencialmente centralizada nos camarotes para empresas, uma área que nos últimos tempos praticamente não foi rentabilizada.
Bancada nascente
Continuará a ser uma das bancadas mais requisitadas. A vantagem é que os seus interiores estão agora em condições de poderem ser ocupados para áreas como museu, bingo, etc.
Bancada de topo sul
Nasceu de raiz e tem despertado a atenção pelo facto de a sua fachada estar inserida numa zona urbana. A parte superior tem capacidade para cinco mil lugares cobertos e proporcionará uma excelente visão.
Bancada poente
A antiga bancada central, onde continuam os balneários e as áreas para VIP e Comunicação Social, tem agora "lugares de luxo" e a parte inferior assenta essencialmente na proximidade ao recinto de jogo.
Bancada de topo norte
A diferença está na cobertura, pois no passado era descoberta, bem como nos seus subterrâneos, onde agora está construído um parque de estacionamento. Continua a ser destinada aos adeptos visitantes.
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