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11 maio 2022 - 10:29

V. Guimarães quer mudar Regulamento Disciplinar da Liga após insultos a Rochinha

Presidente António Miguel Cardoso diz mesmo que "uma situação destas não pode voltar a acontecer"

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O V. Guimarães vai avançar com uma proposta junto da Liga de Clubes para alteração do Regulamento Disciplinar. Em causa está a moldura penal pelos insultos aos jogadores. Esta decisão resulta do mapa de castigos referente ao jogo Boavista-Vitória, revelado pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, concretamente a pena aplicada pelos insultos a Rochinha, denunciados pelo jogador e pelos vimaranenses.

O objetivo do Vitória passa por "rever a regulamentação aplicável relativa ao comportamento do público em espetáculos desportivos, revisão essa que passa por uma melhor definição do que são comportamentos inaceitáveis, racistas, xenófobos ou outros e pelo aumento das sanções aplicáveis", revelou António Miguel Cardoso.

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"É lamentável o que se tem passado com o Rochinha desde que assinou pelo Vitória. Ele tem sido alvo de ataques verbais que afetam o homem e o atleta, são situações graves, que não podem acontecer em qualquer recinto desportivo, seja no Estádio do Bessa ou no D. Afonso Henriques. Estamos indignados com o que se passou e achamos que o Regulamento Disciplinar deve ser alterado, pelo que decidimos avançar com uma exposição à Liga e ao Governo. Uma situação destas não pode voltar a acontecer, tudo faremos nesse sentido", acrescentou o presidente do V. Guimarães.

António Miguel Cardoso denunciou "comportamentos primários, que não podem voltar a acontecer", e lamentou o conteúdo do relatório do Delegado da Liga: "Foi brando nas palavras em relação ao que aconteceu. Isso não pode acontecer, porque não é normal o que aconteceu. É preciso que as instituições estejam atentas a este tipo de situações".

O presidente dos vimaranenses defende a ideia de que Rochinha "é mais forte do que isto tudo", sublinhando "a total solidariedade" do clube para com o seu jogador. "Mas, isto não pode voltar a acontecer com ele. É algo que o atormenta há alguns anos. Ele é muito forte, mas temos de o proteger. Quero acreditar que não voltará a acontecer novamente, porque isto é abaixo da crítica".

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