Yebda: «Se marcar ao Benfica não vou festejar»

Acredita que vai recuperar do problema nos adutores e disputar um “jogo especial”

• Foto: Pedro Simões

Jogou no Benfica na temporada 2008/09 e, se o departamento médico do Belenenses considerar que está operacional – tem vindo a ser integrado progressivamente devido a um problema nos adutores – será uma das opções de Quim Machado para atuar à frente da defesa azul no encontro que pode marcar o seu reencontro com os encarnados. Falamos de Yebda, atualmente com 32 anos, mas que se sente "como se tivesse 26 ou 27", conforme disse à publicação francesa SFR Sports, garantindo que não vai comemorar efusivamente se marcar amanhã.

"Não vou festejar. O Benfica foi um clube onde as coisas me correram muito bem. Gostei dos jogadores, do staff e dos dirigentes com quem trabalhei. Tenho imenso respeito pelo clube", afirmou o argelino que, ainda a propósito do possível reencontro, reconhece que será um jogo diferente. "Será especial pelas boas recordações que guardo. Mantenho contactos, apesar de a maior parte dos meus ex-companheiros já não jogarem na Luz, exceto o Luisão, que continua e dá muito ao Benfica", frisou.

Em Belém sem hesitações

Regressado à competição frente ao Boavista, em jogo da Taça CTT disputado no início de outubro, após um ano e oito meses ausente dos relvados, Yebda admite ter passado por uma fase complicada da sua vida, agradecendo o acompanhamento e o conforto que a própria família lhe deu. Hoje sente-se bem psicologicamente e diz não ter sequer hesitado quando recebeu o convite para assinar pelo Belenenses.

"Eu e a minha mulher pensávamos num sítio agradável para viver. Lisboa estava entre os locais eleitos, não só pela cidade em si mesma, mas também pelo clima e pelas pessoas. Quando o Belenenses me convidou para voltar a Portugal nem hesitei. É o clube ideal para mim e para voltar às boas sensações de jogar o meu futebol", afirmou, a concluir. 

"Desolado" depois da saída de Martins e Julio Velázquez

As saídas de Julio Velázquez e e Carlos Martins não deixaram Yebda indiferente. Em relação ao técnico espanhol, o argelino lembra a confiança que depositava em si e tece elogios. "Conversei muito com ele e sei que tinha confiança em mim, apesar de eu estar lesionado. Fiquei desolado. Trata-se de um apaixonado como Jorge Jesus. Via futebol 24 horas, vídeos e assistia a muitos jogos. Tem tudo para fazer uma grande carreira como treinador e é preciso não esquecer que tem apenas 35 anos", afirma. Elogios extensíveis a Carlos Martins. "É um grande amigo e uma pessoa fantástica. Como jogador é formidável. Infelizmente, não cheguei a ter a oportunidade de jogar em simultâneo com ele. Fiquei desgostoso quando o vi partir pois é ótimo jogador", reforçou.

Por João Pedro Abecasis
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