100 anos: Félix Antunes

DEFESAS-CENTRAIS

Foi o mais talentoso defesa do seu tempo, um jogador excepcional, que deixou marcas inesquecíveis no futebol português. Félix Antunes (149 jogos na I Divisão em 8 épocas) possuía a classe que, naquele tempo (segunda metade dos anos 40, princípios de 50), era um exclusivo de médios e avançados - foi mesmo o primeiro a consegui-lo de forma clara. Chegou ao Benfica em 1946, oriundo do Barreiro, e cresceu ao ponto de ainda hoje ser considerado uma figura de referência do futebol nacional.

Transgrediu a tendência e resolveu dignificar uma posição que, até ao seu aparecimento ao mais alto nível, estava configurada para obedecer aos parâmetros da contundência, do bom jogo de cabeça e da simplicidade de processos. Félix trouxe a dimensão que faltava: a técnica individual, um conceito estético mais apurado, a convicção de que era possível cumprir a tarefa sem transformar o adversário num inimigo.

Foi, por tudo isso, um inovador, alguém que viveu avançado no tempo, dando início à linha que teve seguimento com Germano e Humberto Coelho.

O divórcio mais célebre

Félix é o protagonista do divórcio mais célebre do Benfica. A 18 de Outubro de 1953 foi apontado como responsável pela derrota em Setúbal (3-5). Em plena cabina, respondeu com a agressividade própria de quem se sentia escudado no seu estatuto superior.

Atirou a camisola ao chão e pisou-a; lançou as botas ao ar e manifestou revolta. O presidente Joaquim Bogalho viu tudo e entendeu que estava perante actos desrespeitosos para com o clube.

Ditou a sentença: não voltaria a jogar pelo Benfica. Não voltou mesmo.

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