Advogado de Vieira: «Prestar declarações agora seria uma enorme violência»

Magalhães e Silva falou aos jornalistas presentes à saída do Tribunal Central de Instrução Criminal de Lisboa

• Foto: LUSA / EPA

Magalhães e Silva, advogado de Luís Filipe Vieira, falou aos jornalistas presentes à saída do Tribunal Central de Instrução Criminal de Lisboa, onde decorre o interrogatório a José António dos Santos ("Rei dos Frangos"), Tiago Vieira (filho do presidente do Benfica), Bruno Macedo e ainda o próprio líder das águias - que irá prestar declarações ao juiz Carlos Alexandre este sábado.

Questionado sobre o interrogatório de Luís Filipe Vieira, o advogado perspetivou um processo "longo", dada a 
"a extensão da iniciação".

Terceira noite de LFV na cadeia de Moscavide
"Percebeu efetivamente que os interrogatórios demoraram o tempo que teriam que demorar e representaria agora uma enorme violência estar a prestar declarações com os esclarecimentos que ele naturalmente quer prestar com o juiz cansado, o procurador da República cansado, os funcionários cansados, eu próprio cansado e ele cansado", começou por dizer Magalhães e Silva.

Irá Luís Filipe Vieira responder a todas as questões?
"Vai prestar declarações. Não há razões para que não responda [a tudo]. A não ser que seja algo de inconveniente e nessa altura não responda. Agora, à matéria da iniciação sim. Vai responder a todas as questões."

Vai ser um interrogatório longo?
"Tendo em conta a extensão da iniciação, sim. Prevê-se um interrogatório longo."

Medidas são conhecidas amanhã?
"Tudo indica que sim."

Sentimentos mantêm-se iguais?
"Sereno e calmo. Já jantou, até porque o catering prisional é mais cedo do que nós estamos habituados a consumir. E portanto agora regressará tranquilamente a Moscavide, onde as autoridades policiais o têm tratado com o cuidado que qualquer cidadão mereça."

Associação Transparência e Integridade sobre Magalhães e Silva pertencer ao Conselho Superior do Ministério Público
"Eu tenho o cuidado, nestes anos em que pertenci, e continuo a pertencer, ao Conselho Superior do Ministério Público, de quando não sei o nome do procurador ou da procuradora que está a intervir no processo, eu vou-lhe perguntar. Exatamente por isso. Sempre que se discute qualquer questão no Concelho Superior da Magistratura que direta ou indiretamente a qualquer magistrado com quem eu tenha trabalhado eu declaro de imediato que não participarei nem na discussão nem na votação. Portanto, não há efetivamente qualquer incompatibilidade entre ser membro do Conselho do Ministério Público e, no fundo, exercer a advocacia penal."

Havia vontade de Luís Filipe Vieira ser ouvido antes de Tiago Vieira?
"Não, não havia nenhuma preferência quanto à ordem do interrogatório. Estávamos confortáveis com a ordem de interrogatório que o juiz Carlos Alexandre determinasse. Não havia nenhuma discordância", terminou.

Por Record
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