António Pires Andrade: «Alguns sócios podem ter ficado com o cartão de voto no bolso»

Presidente da MAG explica diferenças entre votações física e eletrónica

• Foto: BTV

António Pires de Andrade, presidente da mesa da assembleia-geral do Benfica, explicou o porquê de haver uma pequena diferença na contagem dos votos físico e eletrónico nas últimas eleições presidenciais dos encarnados.

"A recontagem decorreu entre as 15 horas e a meia-noite de ontem. Era uma equipa de Prossegur que fazia a contagem. Quer da parte do Benfica e do secretariado [havia representação], tal como dois associados que convidámos a estarem presentes. Ajudaram bastante na elaboração dos resumos de cada urna. Foi uma conclusão a que chegámos todos, muito satisfeitos. Por que é que o voto físico não coincidiu com o voto electrónico? Aqui pode haver várias razoes mas deixo aos sócios concluírem qual foi a razão. Penso que talvez a única razão é que talvez alguns sócios possam ter ficado com o voto físico no bolso para recordação. Vi alguns casos de sócios que tiraram fotografias ao voto e a mandá-lo por email ou Whatsapp para dizer que votaram e depois meteram-no no bolso", referiu à BTV o dirigente que apontou a discrepância total na ordem dos 0,36%.

Voto físico útil

"A totalidade da divergência é de 0,35 por cento. Ora, não é significativo. Podemos concluir que o sistema eletrónico é fiável, pode ser utilizado independentemente de poder ser utilizado o voto físico também. O voto físico pode servir para que alguma das listas possa querer pedir uma recontagem pelo facto de a diferença de votos ser muito pequena. Ou então, a informática às vezes pode falhar. Há apagões que às vezes acontecem, seja por falta de energia ou coisa do género. O voto físico é sempre um recurso."

Processo de contagem de votos físicos

"Nas urnas encontrámos situações que não foram de anormalidade. Numa estava uma esferográfica que retive para mim e tenho como memória desta contagem. Houve quatro cartões de casas do Benfica, que têm um cartão especial, que votaram e que, em vez de o devolver, meteram-no na urna. São situações perfeitamente normais e que não contribuíram em nada para denegrir o voto físico. Foi uma coisa que me deixou muito satisfeito, ao fim de oito meses, pela forma como as urnas foram recolhidas, e pela forma como foram guardadas… Houve uma empresa alemã multinacional destinada a este tipo de trabalho de arquivo secreto (REISSWOLF ‘Secret Services’)… A qualidade dos votos colocados dentro das urnas estava impecável. Parece que tinham sido colocados ontem, quer em termos de tinta ou papel. Não se verificou qualquer anomalia. As urnas estava completamente seladas. A chave das urnas foi-nos entregue por um documento que mostrava que tinha sido tudo sigiloso. Da parte da empresa que nos acompanhou, a colaboração foi excelente. Estivemos 8 horas e tal no serviço. Fomos bem tratados e alimentaram-nos durante essas horas. Diria que foi uma tarde bem passada apesar de ser cansativa. No final, as pessoas já demonstravam algum cansaço"

Por Flávio Miguel Silva
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