Benfica e Britalar chegam a acordo

no processo cível de obras do centro de estágio

Benfica e Britalar chegam a acordo
Benfica e Britalar chegam a acordo

O Benfica e a empresa Britalar chegaram a acordo no processo cível relacionado com alegadas obras não contratualizadas na construção do centro de estágio do clube, no Seixal.

Fonte do Benfica confirmou esta quarta-feira à Agência Lusa "a desistência do processo, na sequência de um acordo extra judicial" entre Benfica e Britalar, empresa de António Salvador, presidente do Sp. Braga.

O entendimento já foi comunicado à 13.ª Vara do Tribunal Cível de Lisboa e tem "uma cláusula de confidencialidade" assumida pelas partes, pelo que os termos do acordo não serão tornados públicos.

O acordo estabelecido encerra um processo que começou a ser julgado a 2 de junho de 2009, na 13.ª Vara do Tribunal Cível de Lisboa, no Palácio de Justiça.

A ação foi interposta pela Britalar contra o Benfica, que também acionou a empresa de construção civil.

O centro de estágio do Benfica foi inicialmente orçado em 12,96 milhões de euros e a empreitada foi adjudicada à Britalar em meados de 2004.

Mais tarde, o contrato estabelecido entre Benfica SAD e Britalar foi renegociado em mais 2,5 milhões de euros, mas, como depôs António Salvador na primeira audiência, o clube apresentou mais projetos de especialidade em janeiro de 2005.

A Britalar comunicou à Benfica SAD que a adjudicação teria de ser feita mediante o pagamento de mais 3 milhões de euros e, já com as obras a decorrer, foi negociado que o valor a pagar seria de 2,5 milhões de euros.

Contudo, a empresa de construção civil reclamou mais 1,6 milhões de euros em obras alegadamente executadas e que não estavam contratualizadas, enquanto o Benfica opôs-se e também constituiu a Britalar como réu.

O processo chegou a ser suspenso para se tentar um acordo extra judicial, mas a Benfica SAD recusou e avançou-se para um compromisso arbitral, designando um tribunal competente, o que não foi possível.

Como o entendimento não foi possível, o juiz Nuno Salpico agendou novas audiências, com Luís Filipe Vieira a prestar declarações a 17 de novembro de 2009, numa sessão em que o presidente da Benfica SAD pediu que os jornalistas não assistissem.

O tribunal voltou a deferir um novo pedido de suspensão, para que se chegasse ao acordo.

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