Benfica "em total discordância" com a CMVM reage ao indeferimento da OPA

Clube poderia ficar com 95 por cento do capital da SAD

• Foto: Benfica

O Benfica reagiu esta quarta-feira ao indeferimento da OPA por parte da CMVM manifestando "total discordância com a decisão tomada".

Os encarnados reiteram ter pautado a "relação com as demais entidades do Grupo SLB, de acordo com os mais escrupulosos critérios de integridade e legalidade".

Com a OPA do clube à SAD levado a cabo ainda em 2019, as águias propunham-se a passar a deter 95 por cento do capital da sociedade, ao contrário dos atuais 67%.

Leia o comunicado na integra:

"A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários notificou hoje a Sport Lisboa e Benfica, SGPS, S.A. do indeferimento do pedido de registo de oferta pública voluntária e parcial de aquisição de até 6.455.434 ações emitidas pela Sport Lisboa e Benfica – Futebol SAD, anunciada preliminarmente em 18 de novembro de 2019.

A Sport Lisboa e Benfica, SGPS, S.A. manifesta a sua total discordância com a decisão tomada pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários e reitera a plena conformidade dos atos praticados com a lei, tal como confirmado pelos seus assessores jurídicos e por parecer jurídico emitido por um dos mais reputados professores de direito e demonstrado oportuna e detalhadamente à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

A Sport Lisboa e Benfica, SGPS, S.A. manifesta ainda a sua surpresa e discordância com a circunstância de a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários não se ter pronunciado, nos termos que eram legalmente aplicáveis, sobre o pedido para autorização da revogação da oferta, que foi apresentado com base em factos públicos, notórios e indesmentíveis e que deveria logicamente ter precedido qualquer decisão sobre o registo da oferta.

A Sport Lisboa e Benfica, SGPS, S.A. reitera que sempre pautou a sua atuação, no âmbito deste procedimento como em geral na sua atividade, e na sua relação com as demais entidades do Grupo SLB, de acordo com os mais escrupulosos critérios de integridade e legalidade. Atuou sempre também com transparência junto da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários em todo este procedimento, não podendo deixar de lamentar um desfecho que, no seu firme entendimento e convicção, não foi o legalmente devido."

Por Flávio Miguel Silva
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