Benfica recorre do castigo a Henrique Araújo e pede que FPF acabe com o Conselho de Disciplina

Encarnados falam em "afronta" e apontam à "falta de equidade e critério deste órgão"

• Foto: Paulo Calado
O Benfica fez uso da sua newsletter diária para mais uma vez deixar críticas ao Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), a propósito da sanção aplicada a Henrique Araújo pelas declarações que proferiu depois de um jogo da equipa B. Os encarnados consideram a decisão "desproporcionada quanto ao castigo e à multa" (um jogo de suspensão e o pagamento de 64 mil euros) e garantem que vão recorrer para o TAD. A finalizar pedem mesmo o fim do Conselho de Disciplina.

"Num jogo em que a nossa equipa B foi claramente prejudicada, para mais na sequência de outros (equipas A e B) com evidentes más decisões de arbitragem em nosso prejuízo, Henrique Araújo teve uma declaração em que exigiu respeito pelo Benfica. No mesmo jogo, um nosso atleta foi vítima de insultos racistas", começa por explicar o clube da Luz. "Conclusão: o Conselho de Disciplina da FPF penalizou em 890 euros o clube cujo adepto cometeu um ato racista, enquanto o Benfica, além de ter o jogador suspenso por um jogo, ainda é multado em cerca de 64 mil euros pelas declarações proferidas face a erros de arbitragem que sucessivamente o prejudicaram."

E prossegue: "Uma decisão do CD desproporcionada quanto ao castigo e à multa, ainda mais quando comparamos com declarações de muito maior gravidade por parte de outros intervenientes e que não mereceram a mesma atenção deste CD, o que sublinha, cristalinamente, a falta de equidade e critério deste órgão. Tudo isto é acintoso e uma afronta ao Benfica."

Os encarnados prometem recorrer e pedem a extinção do Conselho de Disciplina: "O Benfica vai recorrer junto do TAD desta decisão absurda, quer da exclusão do jogador, quer da multa aplicada. Só para recordar: 890 euros depois de um ato racista num campo de futebol para o Rio Ave, 64 mil euros para o Benfica por declarações justificadas após erros arbitrais com influência nos resultados. Está na altura de a FPF acabar com este órgão que nada mais faz que descredibilizar e desprestigiar o futebol português."
Por Record
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