Cervan pede estabilidade: «A 1.ª vez que o rival deixou de ter patetas a falar contra a direção...»

Vice-presidente do Benfica promete êxito em 2021 e faz comparação com o Sporting

• Foto: Peter Spark/Movephoto

O vice-presidente do Benfica, Sílvio Cervan, abordou a contestação à gerência do clube nos últimos tempos e pediu "estabilidade", dando os exemplos dos rivais Sporting e FC Porto.

"Quando os resultados não são bons é normal os benfiquistas estarem tristes. O que não é normal é os benfiquistas prejudicarem o próprio clube. Os períodos de campanha eleitoral são para as pessoas apresentarem as suas propostas e para se candidatarem. Para o universo do Benfica decidir. Já houve eleições  clarificadoras, numa encabeçada pelo presidente Luís Filipe Vieira [que venceu]. Os órgãos sociais foram eleitos com dois terços do apoio [n.d.r. com 62,59% dos votos] da massa associativa, de forma absolutamente clara. O facto de perder ou empatar-se um jogo e estar-se triste não leva a que seja transportado para o universo do Benfica um clima de guerrilha, guerra civil e instabilidade permanente. Temos aqui um rival na 2ª Circular que vive em guerra civil permanente há 20 anos. A primeira vez que tiveram um bocadinho de acalmia – a pandemia também ajudou – e deixaram de ter, todos os dias, meia dúzia de patetas a falar na televisão contra a direção do seu próprio clube, quando deixaram de ter as claques a insultar e a agredir… Tiveram um bocadinho de estabilidade. Os sportinguistas conseguem ver hoje o que não viam há 20 anos: o Sporting a liderar o campeonato. É evidente que para se conseguir alguns resultados também é precisa alguma estabilidade. O nosso rival mais a Norte [FC Porto], que passa por dificuldades financeiras notórias, agarra-se a uma unidade interna para tentar ainda criar algumas luzes de esperança e conseguir chegar mais à frente", começou por explicar em declarações ao canal televisivo dos encarnados, prometendo pelo menos um troféu ainda em 2021.

"Esta bonita história de amor de Cosme Damião é um clube que une os benfiquistas nas vitórias e os une ainda mais nas derrotas. Somos benfiquistas quando ganhamos e somos ainda mais quando perdemos. O Benfica tem um rumo e um propósito que é o de vencer. Vamos vencer ainda este ano! Provavelmente não tanto quanto queríamos mas vamos vencer ainda este ano. Conseguimos chegar a esse objetivo mais depressa se estivermos todos unidos. Estou convencido que o universo benfiquista está muito unido e coeso. O que nós temos é que meia dúzia de pequenos ruídos têm uma expressão mediática muito superior aquilo que representa. Quando o cão morde o homem não é notícia. Quando o cão morde o homem é sempre notícia. O que é mais fora do contexto é mais amplificado pelos nossos adversários e inimigos a quem interessa a desestabilização do Benfica. O Benfica vive um momento de concórdia e paz interna. Há uma completa união dos órgãos sociais e dos objetivos programáticos das equipas. Isso nota-se quando ganhamos e sobretudo quando perdemos. Há uma ânsia de, no próximo jogo, fazer melhor", frisou o dirigente das águias.

Ambições no futebol

"Temos consciência que estamos a sair de um período que não era o que nós desejávamos. Passámos por um conjunto de dificuldades que não vale a pena estar a repeti-las uma vez mais. São sobejamente do conhecimento dos benfiquistas. Não vale a pena chorar-se sobre o leite derramado. O Benfica vem de uma sucessão de três vitórias importantes que nos relançam para o que falta da época. Mais preocupados com aquilo que não correu bem, temos de estar com aquilo que pode correr bem. A nossa agenda é recuperar no campeonato e ganhar a Taça de Portugal. O que podia ter sido não foi. Temos de saber encarar a nossa realidade e ela é um jogo importantíssimo com o Boavista. Estamos num lugar que não é o que queremos. Queremos e vamos chegar mais acima. Este caminho de recuperação tem de ser constante, permanente e bem conseguido até ao final. Não vale a pena estar a queixar-nos muito do que tivemos mas no passado recente fomos assolados por uma onda de Covid-19 nos jogadores e treinadores. Não me quero refugiar mas tivemos quatro arbitragens inacreditáveis que representaram oito pontos que fariam falta na tabela classificativa. O jogo de Moreira de Cónegos é talvez a maior vergonha deste campeonato e os dirigentes deveriam refletir sobre ele. O Benfica tem de saber enfrentar estas dificuldades porque há uma lei do International Board que não se aplica ao Benfica. Não há penáltis a favor. Tem de ser um super Benfica em campo para ganhar a um Boavista aguerrido."

Por Flávio Miguel Silva
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