Costa não fala sobre processo a Vieira: «Os sítios próprios são os tribunais e não o espaço público»

Primeiro-ministro recusou-se a comentar a situação, à margem da III Cimeira da CPLP

• Foto: LUSA

O primeiro-ministro, António Costa, recusou-se este sábado a comentar o processo judicial que envolve Luís Filipe Vieira, salientando a tese de que os julgamentos se fazem nos tribunais e não no espaço público.

Em declarações aos jornalistas, à margem da XIII Cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que decorre em Luanda, António Costa foi questionado se está arrependido de ter pertencido à Comissão de Honra da lista da candidatura de Luís Filipe Vieira nas últimas eleições para a presidência do Benfica.

"É um assunto sobre o qual não vou falar. Os assuntos que estão na justiça estão na justiça", respondeu o líder do executivo.

António Costa afirmou apenas que confia no funcionamento da justiça, como acha "que todos devemos confiar". "O primeiro princípio e a melhor forma de demonstrar a confiança na justiça é deixar os julgamentos serem feitos nos sítios próprios. E os sítios próprios são os tribunais e não no espaço público", respondeu.

O empresário e presidente do Benfica Luís Filipe Vieira foi um dos quatro detidos numa investigação que envolve negócios e financiamentos superiores a 100 milhões de euros, com prejuízos para o Estado, SAD do clube e Novo Banco.

Vieira, que está em prisão domiciliária até à prestação de uma caução de três milhões de euros, e proibido de sair do país, está indiciado por abuso de confiança, burla qualificada, falsificação de documentos, branqueamento de capitais, fraude fiscal e abuso de informação.

Segundo o Ministério Público, o empresário provocou prejuízos ao Novo Banco de, pelo menos, 45,6 milhões de euros, compensados pelo Fundo de Resolução.

No mesmo processo foram detidos, para primeiro interrogatório judicial, o seu filho Tiago Vieira, o agente de futebol e advogado Bruno Macedo e o empresário José António dos Santos, todos indiciados por burla, falsificação de documentos, branqueamento de capitais e fraude fiscal.

Por Lusa
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