Darwin: «Sempre que não havia comida suficiente, a minha mãe dava-nos a dela»

Avançado uruguaio lembrou, ao site da UEFA, os primeiros tempos de carreira, a chegada ao Benfica e a idolatria por Cavani

• Foto: José Gageiro/Movephoto
Darwin Núñez, avançado do Benfica, deu uma entrevista ao site oficial da UEFA onde lembrou os momentos difíceis pelos quais passou na infância, fazendo uma retrospetiva aos primeiros pontapés na bola. O uruguaio abordou ainda a ida para o Benfica e os primeiros treinos na seleção com Suárez e Cavani, duas referências.

"[Os primeiros toques numa bola] Foram momentos maravilhosos. Lembro-me que a primeira vez foi no campo do Piratas Juniors FC, onde jogava o mais irmão mais velho. Sempre tive muito apoio dos meus avós e dos meus pais, levavam-me sempre aos treinos", começou por dizer o uruguaio, antes de garantir que já retribuiu todo o apoio à mãe.

"Amo os meus pais por tudo o que fizeram por mim. Sempre que não havia comida suficiente, a minha mãe dava-nos a dela. Eu dizia-lhe sempre que quando me tornasse profissional, com dinheiro suficiente para comprar uma casa, lhe daria uma como presente. Assim que me transferi para o Almería, foi o que fiz. Dei-lhe seis hectares de terra".

Darwin, que não escondeu a idolatria por Cavani, confessou que sempre tentou seguir os passos do compatriota. "Tem uma estrutura física parecida comigo e somos semelhantes a vários níveis. Estava sempre a ver vídeos dele no YouTube. Via as suas diagonais, como se movimentava. Também seguia o Suárez com especial atenção, são muito humildes. Lembro-me que quando jogava pelas camadas jovens do Uruguai, vi o autocarro da seleção a passar e pensei: 'Quero muito estar ali um dia ao lado deles'".

O ponta-de-lança de 22 anos lembrou a chegada ao Benfica e garantiu que ainda tem muito para evoluir. "Lembro-me que quando estava no voo para cá, o meu agente me ligou a dizer que tinha que voltar para jogar na seleção. Era o círculo completo. A partir daí foi só felicidade. A verdade é que ainda sou muito jovem. Acho que vou aprendendo pouco a pouco, dentro e fora de campo. Ser profissional, comer e descansar bem. Antes não comia peixe nem salada, não gostava...", rematou.
Por Record
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