Domingos Soares de Oliveira: «Não antevejo uma crise»

Administrador da SAD do Benfica falou dos items a envolver receitas

• Foto: Miguel Baltazar

Domingos Soares de Oliveira colocou as cartas na mesa sobre as consequências da perda de receitas da SAD do Benfica por causa da pandemia do novo coronavírus. O administrador-executivo vincou que há uma "agradável surpresa" quanto aos números da quotização e que o "impacto nas receitas televisivas é nulo". 

"Há muita atividade que está muito enpacotada, nomeadamente em relação ao merchandising. Do ponto de vista da quotização, aquilo que o Benfica sente - não sei a situação dos outros clubes é estável - foi uma agradável surpresa. O que se passa ao nível da bilhética é impactante. E é tanto mais impactante quanto o teatro onde jogamos. O impacto para o Benfica será sempre maior do que será para os nossos rivais. O impacto nas receitas televisivas é nulo, e isso é positivo. O impacto das receitas das competições europeias será nulo, a não ser que haja uma situação complicada, e o impacto do ponto de vista de transações será moderado. Haverá menos e haverá transações por valores mais baixos, mas haverá transações. Do ponto de vista do futebol, avançar com este empréstimo obrigacionista é muito positivo, porque significa o retomar de alguma normalidade. Se esta operação correr bem, para além do elogio da coragem de se avançar numa fase destas, é também um sinal positivo para todo o mercado. Tendo havido uma situação em que o FC Porto adiou o reembolso do empréstimo obrigacionista para o próximo ano, eu diria que, se a tendência for aquela que falámos relativamente a estas diversas rubricas do ponto de vista da receita, os exercícios têm obrigação de correr razoavelmente bem. Todos vão ter de contrair, naturalmente, todos vão ter de baixar alguma coisa nas suas expectativas de investimento, mas não antevejo uma crise, e sobretudo não antevejo uma crise irrecuperável", revelou o gestor, de 60 anos, à televisão do Benfica.

Feedback dos clubes europeus

"É muito semelhante. O primeiro grande sinal era a retoma ou não das competições. França, Holanda e Bélgica primeiro, País de Gales, Escócia e outros países mais pequenos depois, foram os países que não retomaram as competições. O impacto foi grande porque os operadores disseram que, não havendo jogos, não ia haver dinheiro. Nestes casos, tenho a certeza de que o impacto foi significativo. Noutros mercados, aquilo que tenho sentido, através de colegas espanhóis, italianos e alemães, é um certo respirar. Toda a gente está cautelosa, mas com uma mensagem positiva. O facto de conseguirmos fazer as finais das competições europeias é um sinal positivo, porque significa, para esses clubes e para a UEFA, que é importante porque os patrocínios se mantêm e conseguimos todos manter as receitas que temos para este ano e para o próximo."

Por Flávio Miguel Silva
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