Dos Vouchers à Operação Lex: os casos judiciais a envolver Luís Filipe Vieira

Presidente do Benfica foi esta quarta-feira detido

• Foto: Peter Spark / Movephoto

Luís Filipe Vieira foi detido esta quarta-feira no âmbito de um processo a envolver a dívida da Promovalor ao Novo Banco. Em causa estarão suspeitas de crimes de burla qualificada ao Fundo de Resolução bancária e ainda crimes de fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais. O presidente do Benfica esteve, no entanto, envolvido em outros processos.

BPN 
Vieira viu arquivadas as acusações de burla qualificada, falsificação de documentos e branqueamento de capitais, num dos processos ligados ao BPN. O dirigente encarnado detinha 80% das ações e presidia ao grupo Inland, que beneficiou de um crédito do BPN, no valor de 17,4 milhões de euros, para financiar um aumento de capital do fundo imobiliário BPN Real Estate.

Saco Azul
Luís Filipe Vieira e o administrador da SAD, Domingos Soares de Oliveira, foram constituídos arguidos "pela alegada prática de um crime de fraude fiscal qualificada".

Segundo a nota enviada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), Vieira e Soares de Oliveira foram constituídos arguidos enquanto representantes legais da Benfica SAD e da Benfica Estádio, num processo integrado na operação 'saco azul', em que as sociedades obtiveram, "nos anos 2016 e 2017, uma vantagem patrimonial indevida". A esta ação "está associada uma possível contingência fiscal calculada pela Autoridade Tributária no valor total aproximado" de 600 mil euros.

Emails
O FC Porto divulgou no Porto Canal, em junho de 2017, emails internos do Benfica, levantando suspeitas de supostos crimes de tráfico de influência, corrupção passiva e ativa por parte do clube da Luz. O Ministério Público constituiu Paulo Gonçalves como arguido no processo, que investigou uma alegada rede de corrupção na arbitragem para beneficiar o Benfica.

Vouchers
O assunto foi colocado na ordem do dia por Bruno de Carvalho, que, durante o programa 'Prolongamento', da TVI24, a 5 de outubro de 2015, revelou que o Benfica oferecia a todos os árbitros, delegados e observadores que iam aos jogos das águias em casa (incluindo da equipa B), um 'kit' de cortesia com a oferta de uma camisola de Eusébio e de quatro jantares no restaurante Museu da Cerveja. "Só em jantares, por ano, deve rondar 140 mil euros. Em prendas, deve rondar um quarto de milhão de euros", acusou o então presidente do Sporting.

Operação Lex
Luís Filipe Vieira foi um dos 17 acusados na Operação Lex. O presidente do Benfica foi suspeito do crime de oferecimento indevido de vantagem. O 'vice' dos encarnados, Fernando Tavares, e o advogado do líder das águias, Jorge Barroso, também foram acusados, respondendo pelo recebimento indevido de vantagem, num processo que tinha como figura central Rui Rangel, candidato a presidente do clube em 2012.

E-toupeira
Este processo teve como arguidos Paulo Gonçalves e José Silva, apesar de o procurador do MP, Valter Alves, ter interposto recurso da decisão de não pronúncia da SAD do Benfica e de Júlio Loureiro para o Tribunal da Relação de Lisboa.

No recurso, o MP defendeu a pronúncia da SAD encarnada por um crime de corrupção ativa, outro de oferta ou recebimento indevido de vantagem e de 28 crimes de falsidade informática, enquanto a Benfica SAD considerou, na sua contestação ao recurso, que o MP "insiste na busca incessante, errada e não sustentada" pela sua responsabilização por atos alegadamente praticados pelo antigo assessor jurídico do clube Paulo Gonçalves.

A acusação do MP sustentava que Paulo Gonçalves, enquanto assessor da administração da Benfica SAD, e no interesse da sociedade, solicitou aos funcionários judiciais Júlio Loureiro (não pronunciado) e José Silva (pronunciado) que lhe transmitissem informações sobre inquéritos, a troco de bilhetes, convites e 'merchandising' do clube.

Por Record
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