Fernando Seara: «Jaime Graça era alguém que jogava com muita intensidade...»

Presidente da Mesa da Assembleia Geral homenageou, assim como vários ex-jogadores, a antiga glória do Benfica

• Foto: Paulo Calado
Fernando Seara foi um dos rostos que não falhou à inauguração da exposição "Jaime Graça - Ao serviço do Futebol". No discurso sobre a antiga glória, o presidente da Mesa da Assembleia Geral sublinhou que este era alguém que "jogava com muita intensidade". Rui Águas, Diamantino e Abel Xavier foram outras das figuras ilustres que estiveram no Museu Cosme Damião.

Fernando Seara: "Estava a ver uma imagem de um jogo onde Jaime Graça jogou muito bem, numa final que perdemos – e eu estava lá, em Manchester. Lembro-me sempre da grande exibição e depois lembro-me da justificação do nosso saudoso e querido Eusébio dizendo por que não marcou nos últimos instantes. Depois conheci-o aqui, na sua dupla pele de descobridor de jogadores e fomentador de talento de treinadores. Importa não fazer cair no esquecimento todos estes grandes senhores. Este número 7, este que foi capitão… E, já agora, permita-me: alguém que jogava com muita intensidade. Cada vez que pegava na bola, ia por ali adiante… Não podemos esquecer e temos saudades. O esquecimento e a saudade também fazem parte da vida."

Rui Águas: "O que foi dito ilustra bem a pessoa que ele era, o profissional que foi, o trabalho que desenvolveu, tanto como jogador como treinador e como coordenador. Tive felicidade de trabalhar com ele em determinada altura no Seixal e, para além do seu conhecimento e valia, sempre foi uma pessoa exemplar. Inteligente mas ao mesmo tempo simples."

Diamantino: "’Professor’ é o que me vem à mente. Porque muita das coisas que consegui apresentar enquanto futebolista, aprendi principalmente com ele em termos técnicos. Um homem excecional, não tinha rancores a ninguém. Mais tarde, quando regressei ao Benfica como adjunto e no ano seguinte fui para a formação treinar os juniores tive mais um ano de acompanhamento de Jaime Graça e deu-me lição de como não me irritar muitas vezes. Deixa muitas saudades, era mesmo muito boa pessoa. Tinha idade para ser meu pai quando comecei a jogar com ele, eu tinha feito 17 anos e ele tinha 35. Aprendi muito com ele."

Carlos Manuel: "Como pessoa, era extraordinário. Um homem amigo, conheci-o muito bem, a família... Não há palavras para descrever um homem como ele, além de grande jogador. É uma homenagem muito interessante porque não podemos renegar o que é a história do clube. O Jaime era um homem que sabia muito, um sábio do futebol, um homem que sabia estar com todos os seus amigos. Tive o privilégio de no Mundial de 86 o Jaime ser o adjunto do Zé Torres, na altura, mas já tinha uma ligação muito grande a ele. Era um homem fantástico. Era um privilégio estar com ele dentro da sua humildade. Tem uma história de vida difícil, mas muito bonita. As palavras são poucas. Foi um homem que deu tudo ao Benfica e é importante haver gente assim no clube. Será eterno." 

Artur Moraes: "As recordações são as melhores possíveis. Tive pouco tempo de convívio com eles mas tive sempre a curiosidade de saber quem era, o que fez pelo clube e pelo legado que deixou. Esta cerimónia faz jus à pessoa e ao atleta e treinador que foi pelo Benfica."

Rodrigo Magalhães: "Sinto-me bem, primeiro, por rever algumas caras e depois por perceber que é um reconhecimento justo e meritório que o Benfica faz por manter vivas e homenagear as suas glórias que contribuíram para o seu nome e sua história. Acaba por ser uma fonte inspiração, quer para as pessoas que desenvolveram atividade com ele, quer para as gerações futuras."

Abel Xavier: "Tive uma enorme curiosidade de conhecer as grandes glórias do Benfica. É inequívoco que a herança que deixou não só em campo mas também pela implantação de modelos, não só formativos, mas a nível técnico, a visão, o pensamento, a ideia muito específica… É gratificante que possamos estar aqui, várias gerações, para de alguma forma homenagear este marco importante. Hoje em dias muitas pessoas entram e saem das instituições. Mas eu acredito que as instituições são feitas pelas pessoas e por aquilo que deixam. Ele deixa algo respeitável e muitos colegas meus o idolatram. Também pela forma de estar, de ser, pela sua forma educativa."

Bruno Basto: "Tive privilégio de ser treinado por ele nos juniores. Era um excelente treinador e uma pessoa excecional que nos transmitiu muito o que era a mística do Benfica. O Benfica faz muito bem em recordar quem tanto deu ao clube."

Paulo Madeira: "Não tive o privilégio de trabalhar com ele diretamente, mas era uma pessoa muito querida no Seixal. E o exemplo maior é o do Bruno Lage. Na última vez que o Benfica foi campeão, o Bruno Lage fez-lhe uma justa homenagem. Deve ter sido o treinador de formação que o marcou mais. É daqueles jogadores e pessoa que em termos de futebol de formação ficará sempre marcado. É uma justa homenagem a alguém que deu muito ao Benfica e que ensinou muita gente."

José Calado: "Antes de mais, joguei na posição dele quase toda a minha vida. Depois, acho que são estas pessoas que fizeram o Benfica de hoje. A grandiosidade que tiveram não só em campo como também como pessoas e aquilo que dedicaram ao clube...É fantástico. São exemplos para todos nós. O Jaime Graça foi o tipo de jogador que é um exemplo. É um privilégio estar aqui presente. Gosto de fazer a minha vénia a estas pessoas que fizeram a história de um clube que adoro."
Por Record
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