Fisco obriga encarnados a pagar

FINANÇAS EXIGEM 1,8 MILHÕES DE CONTOS A PRONTO

Fisco obriga encarnados a pagar
Fisco obriga encarnados a pagar
A ADMINISTRAÇÃO Fiscal notificou, sexta-feira à tarde, o Benfica a pagar de imediato os 1,8 milhões de contos devidos pela falta de pagamento do IRS entre os meses de Julho de 1998 e 2000.

Em declarações à edição de sábado do "Expresso", citadas sexta-feira pela TSF, Luís Nazaré, presidente do Conselho Fiscal dos encarnados, confirma a recepção do ofício das Finanças e adianta que o clube vai solicitar a adesão ao sistema de recuperação e modernização empresarial, que se destina a empresas em situação económica difícil e prevê facilidades no pagamento das dívidas fiscais. Um pedido que, segundo a notícia do "Expresso", será recusado pelas Finanças.

Ao final da noite, o vice do CF, João Carvalho, teceu algumas críticas à Administração Fiscal. "É incompreensível que actue de modo tão célere com o Benfica, enquanto a anterior Direcção, que é responsável por toda esta situação, continue a fazer declarações impunemente", afirmou à Sport TV.

O dirigente remeteu qualquer reacção do clube para a próxima reunião de Direcção, marcada para segunda-feira, mas apontou o pedido do pagamento faseado como uma das saídas. "Queremos pagar o que devemos, mas não temos possibilidades de o fazer de uma só vez. Esperamos que haja bom senso por parte das Finanças", acrescentou João Carvalho.

Esta inflexibilidade do Fisco já tinha ficado patente nas declarações proferidas, sexta-feira, pelo ministro das Finanças. "Os clubes de futebol não são contribuintes com direitos especiais", afirmou Pina Moura, frisando que "não há legislação de excepção".

Contrato esclarecido

João Malheiro, director de comunicação do Benfica, abordou o contrato de patrocínio celebrado pela anterior Direcção com a equipa de pólo aquático de Viareggio, rebatendo os números de merchandising vendido a italianos apresentados por Vale e Azevedo.

"Na época 1999/2000 houve três cidadãos italianos a comprar equipamento desportivo do Benfica, num montante de 107 013 escudos. Na época seguinte, apenas um cidadão italiano gastou 41 040 escudos na Loja do clube", referiu, sublinhando: "Neste equipamento só foram vendidas duas camisolas oficiais do clube."
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