Jaime Antunes e as ações de Vieira: «Por que é que o Benfica precisa de mais 3,28% da SAD?»

Vice-presidente afasta necessidade de resposta afirmativamente ao direito de preferência

• Foto: Miguel Baltazar/Jornal de Negócios
Jaime Antunes abordou vários temas levantados por sócios na assembleia geral do Benfica na noite da última sexta-feira. O vice-presidente das águias lembrou que "em 2003 o património estava penhorado", algo que hoje não acontece na sua opinião, e abordou o direito de preferência comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários que foi 'empurrado' para depois das eleições de 9 de outubro.

"Se esta direção tivesse de tomar uma decisão hoje essa decisão seria negativa. Isto foi discutido na direção. Portanto, isto serve para deixarmos esta coisa. Por que é que o Benfica precisa de mais 3,28% do capital da SAD? Já tem 63 por cento - 40% diretamente e mais 23% pela SGPS. O Benfica tem 40% de forma direta, ou seja, todas as acções tipo A que são títulos que dão um poder acrescido ao acionista. O Benfica não precisa de ter mais capital para exercer o poder de gestão na SAD", referiu o dirigente num esclarecimento aos sócios no Pavilhão da Luz.

O Benfica anunciou à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), que recebeu uma comunicação de Luís Filipe Vieira em que o ex-presidente das águias revela ter recebido uma proposta para vender as ações que detém da SAD (3,28% do total do capital da sociedade) por uma verba de quase 5,9 milhões de euros. Ou seja, uma oferta de 7,80 euros por ação.

Jaime Antunes garantiu também que o valor atribuído à SAD encarnada é apenas "indicativo". "Há um consócio que falou no valor das ações. Aqui há uns tempos, por causa da OPA, falou-se que comprar cada acção a 5 euros era um favor a este e aquele. O valor da SAD avaliado pelas ações em bolsa é pouco mais de 100 milhões de euros. Toda a gente achará que este será, efetivamente, um valor barato para o Benfica. Vocês vendiam o Benfica por 100 milhões de euros? Eu não vendia por valor nenhum! Quem está habituado a olhar para o mercado de capitais percebe perfeitamente que a cotação em bolsa é um valor meramente indicativo. O Benfica tem 63% das ações, o senhor José António dos Santos terá, como tem sido publicado, 25 por cento do capital da SAD. Na bolsa, o que está disponível para ser transacionado é 11,4 por cento do capital do Benfica. Vocês acham esse valor representativo da totalidade das acções do Benfica? É um valor indicativo. A bolsa reflete o preço por ação quando falamos de uma empresa que tem milhões de acções. Aí sim, podemos falar do valor do capital representado na bolsa", declarou o licenciado em economia, de 67 anos, com vasta experiência na área.
Por Flávio Miguel Silva
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