John Textor reage à nega da direção do Benfica: «Com o coração pesado»

Empresário norte-americano admite estar "desanimado" mas mantém esperança em ser ouvido no futuro

John Textor admitiu ter ficado "desanimado" com a nega dada hoje pela direção do Benfica, que decidiu vetar a venda de 25 por cento do capital da SAD ao empresário norte-americano. Em comunicado, Textor disse também que não ficou surpreendido.

"Claro que estou desanimado por ter ouvido, oficialmente, que a direção do Benfica não irá aprovar a minha compra das ações do Sr. [José António dos] Santos", disse, manifestando-se de "coração pesado".

Apesar de tudo, Textor acredita que, a "dado momento, no futuro", ainda será recebido pela atual direção encarnada para uma "troca de ideias aberta, amigável e saudável."

Leia o comunicado na íntegra:

"Claro que estou desanimado por ter ouvido, oficialmente, que a direção do Benfica não irá aprovar a minha compra das ações do Sr. [José António dos] Santos. Fiquei igualmente surpreendido pelo facto de a minha proposta para financiar o clube, em condições mais favoráveis do que o empréstimo obrigacionista, ter tido pouca consideração.

Não estou surpreendido mas sim desapontado. Juntar-me à família do Benfica -  que já atraiu investimento público - teria sido a oportunidade de uma vida.

O meu acordo de compra foi devidamente criado, negociado, documentado e revelado em tempo oportuno. Sou independente em relação à liderança, passada e presente, e acredito que não é justo que a direção veja a minha oferta através das lentes de eventos recentes, que não têm nada a ver comigo. A liderança é uma empresa isolada e liderar em alturas difíceis requer coragem. Creio que a decisão de analisar a minha proposta pelos seus méritos, por si só, teria sido a escolha óbvia numa liderança.
 
Dito isto, respeito a decisão da direção do Benfica em focar-se nos importantes desafios das próximas semanas e meses, dentro e fora do campo. A qualificação para a Champions, a preparação para o campeonato e, claro, eleições no final do ano para permitir aos sócios do Benfica escolherem a direção do clube.

Recebo também algum conforto na linguagem utilizada pela direção. Talvez seja um otimista, mas interpreto a sua decisão tendo por base o timing. Os acontecimentos recentes forçaram a direção e a comunidade benfiquista a ajustarem-se a uma mudança de liderança que ninguém pensava ser possível. Não é fácil ser membro da direção nestes tempos conturbados. Quis ser cuidadosa e contemplativa, pois marca o rumo para o futuro... mas acredito que, a dada altura no futuro, serei recebido por esta direção e por esta gestão para uma troca de ideias aberta, amigável e saudável.
 
Por fim, acho que todos os que se importam com o Benfica deveriam ganhar conforto no facto de, por mais dramáticas que estas alterações tenham sido, não houve alterações na impressionante equipa do Benfica... e os teus jogadores favoritos continuam a treinar. Possivelmente os jogadores pouco ligam a estas parangonas.

Com um coração igualmente pesado mas esperançoso, desejo à comunidade benfiquista a maior das alegrias e sucesso para esta época e para o futuro. O meu plano agora passa por focar-me nos investimentos no Reino Unido, que espero um dia serem vistos como válidos pela direção do Benfica.

...e não se surpreenda se o primeiro jogador que pedirmos emprestado ao Benfica for uma águia!"

(notícia atualizada às 22h48)

Por Record
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