Jorge Jesus: «Sair pelo meu pé? Esta crise não tem nada a ver comigo porque não treinava»

Treinador do Benfica dá murro na mesa

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Jorge Jesus dá murro na mesa: os 9 minutos 'explosivos' do treinador do benfica

Jorge Jesus deu um autêntico murro na mesa na antevisão ao jogo da 2.ª mão dos 16 avos de final da Liga Europa, com o Arsenal. O treinador do Benfica falou sobre a crise, que justificou novamente com a pandemia, sublinhando que não é responsável pela mesma. Nem ele nem os jogadores, nem a estrutura, garante.

"Nestes dois meses, temos sido alvo de críticas injustas. Como teinador do Benfica serei sempre o responsável pelos bons e maus resultados quando eu tiver responsabilidade. Mas és o treinador e não tens nada a ver com a crise? Não, eu não treinava a equipa. Eles estavam doentes. Em janeiro, o Benfica era segundo e nesse mês teve 12 jogadores de fora", começou por dizer, abordando depois as notícias de Record sobre o maior afastamento entre ele e Luís Filipe Vieira, que vê com bons olhos a saída do treinador. JJ, como o nosso jornal deu conta, afastou qualquer cenário de demissão.

"Não vou sair por pé nenhum, pois não me sinto responsável por esta crise do Benfica, nem eu nem os jogadores. Esta crise do Benfica não tem nada a ver comigo, pois eu não treinava os jogadores, não tem nada a ver com eles. Disseram que os meus jogadores não corriam. Não suavam como? Eles estavam doentes, vinham de uma doença que ninguém controla. Teve 12 atletas de fora com covid. A equipa técnica teve várias sessões de trabalho que não deu à equipa. Por outro lado, falo de coisas que é normal vocês não saberem, eu é que treinei, os meus jogaodes são monitorizados todos os treinos e jogos, controlados, sabemos o rendimento que o jogador e a intensidade do jogador que treina. Está aqui um jogador que teve covid [Pizzi], façam-lhe a pergunta sobre as dificuldades que teve", apontou.

Análise a uma das conferências mais marcantes de Jorge Jesus esta época
"Depois do jogo com o FC Porto tivemos 10 jogadores com Covid, 26 pessoas numa semana. Nesse período os jogadores perderam várias sessões. Nem podíamos estar junto para falar. A mensagem não passou? Neste momento, os jogadores do Benfica precisam é de carinho e não de dúvida. O Benfica devia estar junto. A estrutura não consegue controlar um surto, que esteve durante 2 meses e meio aqui. Tivemos culpa em outras coisas mas chega de me responsabilizarem e ao presidente do Benfica, que não treina, e aos jogadores também. Ao fim do 13.º dia tive de os pôr a jogar. Este [referindo-se a Pizzi, ao seu lado] foi um deles, quando acabou o jogo ele disse 'míster, estou muito diferente, isto marca'", continuou.

"Chegou o limite de eu ler tanta coisa a ofender. O treinador vai sair pelo próprio pé? Não tem nada a ver comigo. Vim porque acreditei num projeto. Passámos 2 meses e meio por isto. Em janeiro estávamos a 3 pontos do Sporting e foi nesse mês que tivemos a vaga no Benfica."

Por Record
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