Keaton encantado a 6

Médio assume que está a progredir e que fica mais feliz a fazer um bom passe do que... a marcar

• Foto: Luís Manuel Neves

Keaton Parks principiou a formação como um jogador de características mais ofensivas mas a chegada ao Benfica fez com que sentisse prazer em jogar numa posição mais recuada.

"Sinto-me bem quando jogo agora na posição 6, fazendo bons cortes, lendo o jogo ou fazendo uma interceção. Estou a aprender, a progredir nesta posição", vincou à ESPN o futebolista, de 20 anos, recentemente chamado à principal seleção dos Estados Unidos pela primeira vez. O médio, que tem contrato até 2022, não escondeu que também gosta de marcar - fez 7 golos em 31 encontros pelo Benfica B - mas está fascinado com as novas funções. "Adoro fazer bons passes: bolas longas, em desmarcação ou a assistir. É sempre o que me deixa empolgado. Claro que gosto de marcar, mas fazer passes para golo e passes importantes sempre foi o que mais gostei", acrescentou o jogador, estreado nesta época por Rui Vitória.

Armando Pelaez, diretor da academia no Texas onde Keaton ‘nasceu’ para o futebol, garantiu que seria "uma questão de tempo" até o jovem começar a dar nas vistas. "É um jogador de 1,93 metros com a destreza de alguém com 1,70 m. Um futebolista com classe", elogiou o responsável. Na Luz, Keaton assumiu que aprendeu "imenso nos primeiros quatro meses"."Cresci muito. Depois tive a oportunidade na equipa principal no jogo da Taça de Portugal. Toda essa experiência foi como um sonho tornado realidade", afirmou o médio, recordando a estreia diante do V. Setúbal a 18 de novembro último.

Tempos difíceis depois da nega ao Portimonense

Em janeiro de 2017, a ESPN conta que Keaton Parks teve em mãos uma proposta do Portimonense para sair do Varzim. A ‘nega’ do médio norte-americana não foi bem acatada pelo emblema poveiro e quem sofreu foi o jovem texano.

"Foram tempos difíceis para mim. De janeiro a julho, não treinei. Ou pelo menos não tinha uma equipa estabelecida", recordou o agora jogador do Benfica, que foi oficializado de águia ao peito em agosto, depois do Tribunal Arbitral do Desporto dar razão a Keaton, que alegou justa causa para rescindir. "Adaptei-me. A solidão fazia parte do processo. Claro que tenho amigos que me apoiaram bastante mas penso que estar sozinho foi bom. Por vezes, relaxa. Trabalhei duramente todos os dias. Cresci com isso", vincou o médio, que equacionou deixar o futebol.

Por Flávio Miguel Silva
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