'Operação Lex': Fernando Tavares foi constituído arguido e Vieira também deve ser

Por suspeitas de tráfico de influências. Processo envolve juiz Rui Rangel

• Foto: Bruno Pires

O presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, deverá ser constituído arguido no âmbito da Operação Lex, um inquérito-crime que envolve o juiz-desembargador do Tribunal da Relação de Lisboa e antigo candidato à presidência das águias, Rui Rangel. Segundo o que Record apurou, a investigação já dura há vários meses e existem escutas telefónicas nas quais o presidente está envolvido.

Durante o dia de ontem, a Polícia Judiciária efetuou buscas na casa de Vieira e nas instalações da SAD benfiquista, no Estádio da Luz. A Procuradoria-Geral da República confirmou a detenção de cinco pessoas, entre elas o advogado José Santos Martins, um filho deste e um oficial de justiça do Tribunal da Relação de Lisboa. E a constituição de outros seis arguidos, entre eles "dois juízes-desembargadores e um dirigente desportivo". O dirigente desportivo referido é Fernando Tavares, vice-presidente dos encarnados, enquanto Rui Rangel e a sua ex-mulher Fátima Galante são os juízes.

Luís Filipe Vieira deverá também juntar-se à lista de arguidos, como admitiu o advogado João Correia, mas ainda não foi formalmente notificado. O envolvimento do presidente encarnado neste processo, segundo avançou a CM TV, tem a ver com o facto de Vieira ter alegadamente contactado o juiz-desembargador para interceder pelos interesses do seu filho que teria problemas com os impostos, o que poderá configurar um crime de tráfico de influências.

Processo a Veiga na origem

A PJ explicou que fez 33 buscas, 20 domiciliárias, três a escritórios de advogados, sete a empresas e três a postos de trabalho. Em casa de Rui Rangel, tudo foi acompanhado pelo antigo procurador-geral da República, José Souto Moura, atualmente juiz-conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça, a quem cabe o papel de juiz de instrução neste caso. Como um dos suspeitos é um juiz-desembargador, a investigação teve de ser conduzida pelo Ministério Público junto do Supremo Tribunal de Justiça.

A Operação Lex resulta de uma certidão retirada da Operação Rota do Atlântico, que também envolve Rui Rangel e o ex-dirigente do Benfica José Veiga, e que contempla precisamente os mesmos crimes.

Por Sérgio Krithinas e Luís Magalhães
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