Os detalhes da indemnização de 17,7 milhões que o Benfica reclama ao FC Porto

Ação já deu entrada no Tribunal Cível da cidade Invicta

• Foto: Vítor Chi

O Benfica reclama uma indemnização de 17,7 milhões de euros ao FC Porto, apurou Record. Essa ação já deu entrada no Tribunal Cível da cidade Invicta e, além dos dragões, visa o seu presidente, Jorge Nuno Pinto da Costa, os administradores da SAD dos azuis e brancos, Adelino Caldeira e Fernando Gomes; e o diretor de comunicação, Francisco J. Marques.

De acordo com as informações recolhidas pelo nosso jornal, o clube liderado por Luís Filipe Vieira alega prejuízos causados pela divulgação dos emails, mas também o investimento que teve de fazer desde que o caso rebentou, há um ano, nomeadamente na preparação da defesa.

Este processo, sabe Record, está a cargo da Abreu Advogados, um dos escritórios que trabalha com as águias. Isto apesar de a defesa do Benfica, no caso dos emails, ser liderada pelo escritório de João Correia, em articulação com outros dois - Vieira de Almeida e Abreu Advogados.

A nova ação, de resto, resulta da decisão do Tribunal da Relação do Porto, que em fevereiro passado deu razão ao Benfica, relativamente à providência cautelar interposta em setembro do ano passado, proibindo a divulgação de mais emails por partes dos portistas. Como nos explicaram, teria de haver uma ação para a dita providência cautelar 'sobreviver'.

Quando comentaram a decisão do Tribunal da Relação do Porto - houve unanimidade entre os juízes desembargadores da secção cível -, os encarnados deixaram bem vincada "a determinação em perseguir todos os que pratiquem condutas idênticas às ora sancionadas". A primeira resposta surgiu agora e não poupa o líder dos dragões.

Nega, recurso e razão

Em setembro, o Benfica avançou com uma providência cautelar, no Tribunal Cível do Porto, pedindo que fosse decretada a proibição de divulgação de emails, sob pena do pagamento de um milhão de euros por cada vez que a decisão fosse violada.

Em outubro, o Tribunal da Comarca do Porto deu nega às pretensões das águias, que recorreram para a Relação. A decisão, favorável às pretensões da Luz, chegou em fevereiro. Com um senão: cada infração é punida com 200 mil euros e não um milhão.

FC Porto ainda não foi notificado

O FC Porto ainda não foi notificado sobre o pedido de indemnização de 17,7 milhões de euros que o Benfica deu entrada no tribunal esta segunda-feira. Num comentário à notícia, Francisco J. Marques lembrou o histórico de confrontos judiciais entre os dois clubes.

"Não estou em condições de dizer nada, pois o FC Porto não foi notificado e só se pronunciará depois de conhecer o processo. Mas devo dizer que o histórico de confrontos jurídicos é muito favorável ao nosso clube. Basta lembrar o 'Apito Dourado'; o 'Caso do Túnel', em que apesar de ter o juíz, o Ricardo Costa, a seu favor, o Benfica perdeu; o caso da Liga dos Campeões em que o Benfica se aliou ao V. Guimarães, também ganhámos… E neste caso confio plenamente que há-de ser mais uma vitória do FC Porto, até por uma razão: acho que antes desse processo ser julgado muita coisa vai acontecer", afirmou, no Porto Canal.

Ponta do iceberg

Ao que o nosso jornal apurou, na Luz, o pedido de indemnização é considerado a ponta do iceberg. Ou seja, os encarnados estão a preparar mais ações, certamente com outros pedidos semelhantes. Estas são ações do clube que nada têm a ver com as duas anónimas conhecidas nos últimos dois dias.

A 10 de março passado, no final de uma semana marcada pela constituição como arguido do assessor jurídico Paulo Gonçalves no caso E-Toupeira, Luís Filipe Vieira anunciou a constituição de um gabinete de crise. O objetivo é avançar com a instauração de vários processos para pressionar as autoridades judiciais a acelerar as investigações sobre eventuais crimes de violação de correspondência informática.

Por Nuno Martins
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