As razões para a saída de Pizzi frente ao Bayern que foi reprovada pelos adeptos

A substituição do camisola 21 por Gabriel não agradou nas bancadas

• Foto: Luís Manuel Neves

A saída de Pizzi aos 62 minutos, durante a receção ao Bayern, motivou alguma estupefação nas bancadas da Luz e acabou acompanhada por breves assobios à alteração que os adeptos do Benfica não queriam ver. Record sabe que o médio encarnado deixou o relvado por um duplo motivo que congrega a opção técnica e... a evidência de desgaste físico.

Ora, Pizzi é, a 20 de setembro, o jogador do plantel do Benfica com mais minutos oficiais disputados (808 de águia ao peito a que se juntam 135 pela Seleção). O bragantino, de 28 anos, já havia sido um dos que mais havia jogado durante a pré-temporada (335 minutos) e, em 2018/19, foi titular em todos os encontros oficiais. Pizzi disputou as 10 partidas do Benfica até à data. Cumpriu os 90 minutos nos quatro primeiros e foi substituído em cinco dos seis últimos compromissos, sendo um dos jogadores que Rui Vitória não fez descansar contra o Rio Ave (Allianz Cup).

O camisola 21 das águias voltou a ser chamado à equipa das quinas mais de um ano depois e foi aposta de Fernando Santos nos dois jogos, ante Croácia (particular) e Itália (Liga das Nações). O selecionador campeão europeu deu-lhe a titularidade em ambas as partidas, o que ajuda a explicar a necessidade de Pizzi se lançar para algum descanso, mesmo quando aparentava estar a ser um dos elementos mais proeminentes dos encarnados na segunda parte, ante o Bayern Munique.

A segunda vertente desta equação explica-se com a entrada de Gabriel. Ora, o médio brasileiro contratado aos espanhóis do Leganés é visto pela estrutura encarnada como um futebolista com características similares às de Pizzi, em contraponto com Gedson, mais habilitado a poder dar velocidade e a ‘esticar’ o jogo. Assim sendo, a opção para a saída recaiu sobre o camisola 21, a cerca de meia hora do apito final. 

Rafa deu gás que Salvio perdia

Enquanto Pizzi saía, Salvio também seguia o caminho dos balneários. Um dos jogadores que mais se tem destacado pelas águias em 2018/19 também foi substituído mas, nesse caso, apesar de ter havido uma troca por troca, a equipa técnica preferiu conferir à equipa outro tipo de características no ataque com a entrada de Rafa. A alta velocidade do ex-Sp. Braga é uma arma e era nisso que Vitória apostava quando lançou o 27, ainda que tivesse trocado de faixa com Franco Cervi e jogado mais tempo à esquerda.

Por Valter Marques
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