Roger Schmidt: «Benfica tem um papel enorme, não só em Lisboa, mas em todo o país»

Treinador das águias sublinhou o facto de se sentir apoiado em todos os estádios onde a equipa joga

• Foto: Luís Manuel Neves
Roger Schmidt assumiu que está a aprender português mas que não tem sido uma tarefa fácil, contando com a ajuda da língua inglesa.

"Tem corrido bem, apesar de ainda não conseguir falar a língua de todo! Não sou capaz! Não consegui aprender português em tão pouco tempo. Estou a trabalhar nisso, aos poucos, mas acho que o inglês resulta bem em Portugal, quase todos os portugueses falam inglês, e nas minhas experiências no estrangeiro a tradução nunca foi um problema. Por isso, penso que dá perfeitamente para passar a mensagem. Não tem sido um problema", afirmou em declarações à plataforma BPlay.

O treinador alemão que se estreia em Portugal é engenheiro mecânico e deu conta que a profissão que não exerce pode ter ligação com o futebol.

"Acho que podemos levar lições de tudo aquilo que fazemos na vida. Claro que são duas áreas muito diferentes, mas creio que ser treinador passa muito por liderar um grupo, e acompanhá-lo. Penso que essa parte está muito ligada com a experiência no futebol, claro, mas também noutros aspetos da vida. Como engenheiro, as tarefas eram muito diferentes, mas a ideia de trabalhar num projeto, de trabalhar em equipa para completar um projeto, para ter bons resultados… É muito parecida. Acho que essas experiências ajudam sempre, e era por isso que gostava tanto de jogar futebol nessa altura, e de trabalhar como engenheiro em simultâneo. Não penso que tenha sido uma desvantagem para mim começar a trabalhar como treinador profissional um pouco mais tarde. A meu ver, foi uma boa decisão, a de construir uma carreira. Também pude trabalhar em diferentes escalões, começando no futebol amador e adquirindo experiência. Ao longo do tempo, essa experiência faz a diferença, especialmente como treinador de futebol profissional ao mais alto nível", explicou.

Schmidt garantiu ainda que é necessário estar em Portugal para se perceber realmente a grandeza do clube que agora representa, o Benfica.

"Diria que toda a gente conhece a dimensão do Benfica, até pelo número de sócios, mas para perceber realmente como é grande, é preciso estar em Lisboa ou em Portugal. Penso que ao estar lá, ao experienciar o amor e a paixão pelo Benfica, tanto no clube como na cidade, ficamos a perceber que tem um papel enorme, não só em Lisboa, mas em todo o país. Quando jogamos em Lisboa, mas também nos jogos fora de casa, há sempre Benfiquistas connosco. É sempre especial, e tenho de admitir que nunca tinha experienciado algo assim. Então, existe um sentido de responsabilidade pela felicidade e pelo orgulho das pessoas, e isso é uma enorme motivação para nós", frisou.
Por Flávio Miguel Silva
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