Rúben Dias, a agressividade em campo e a divisão do mérito entre Rui Vitória e Bruno Lage

Central em entrevista à Rádio Renascença: «Foi uma vitória ainda maior por termos apanhado o FC Porto tão forte»

• Foto: José Reis / Movephoto

Da agressividade em campo à "justiça" de dividir o mérito entre Rui Vitória e Bruno Lage. Em entrevista à Rádio Renascença, Rúben Dias passou em revista a época que terminou com o Benfica a conquistar o título de campeão nacional e não esqueceu o valor dos rivais da Liga NOS.

"Foi uma vitória ainda maior por termos apanhado o FC Porto tão forte, o Sporting também forte, um Sp. Braga também muito forte. Fomos campeões com toda a justiça, com todo o mérito, num campoento em que estávamos a lutar com outras três equipas com um nível muito alto", sublinhou.

Agressividade: "Sou central e a minha posição exige que seja um jogador agressivo em campo, que demonstre a fibra para o resto da equipa, mas sempre com a máxima lealdade, com o intuito de desfrutar o que é o jogo. Apesar das críticas... Acaba por ser normal, é o futebol; um clube e outro tentaram por vezes aumentar o que é a imagem do jogador e é facil encarar tudo isso que se fala"

Marcador ao serviço: "Não sou o tipo de jogador que quer fazer golos porque é a coisa mais importante do futebol. Claro que me preparo para ser melhor em todo os aspectos do campo, mas não é uma coisa obsessiva de querer fazer golos. Primeiro sou um defesa: não quero fazer golos antes de defender. É mais uma questão de estar preparado e claro que gosto de ajudar a equipa com golos"

Liderança: "O verdadeiro líder surge de algo natural. Alguém que se intitula como tal, ou é ou não é. Não faço por ser. A grande questão é que gosto de ganhar e tento fazer o que sinto que é melhor para a equipa. Por vezes, sinto a necessidade de auxiliar em algum momento através da comunicação. É por aí".

Interesse de outros clubes: "Para qualquer jogador é bom sentir que está a ser avaliado e que está a ter boas avaliações. Sentimo-nos valorizados. Mas o foco na época tem de estar sempre no clube. Sentimo-nos bem, mas há que ter os pés bem assentes na terra. A nossa obra é onde nós estamos. Se calhar, para algumas pessoas, se sair cedo é "foste cedo demais"; para outras, se ficas demasiado tempo num clube dizem "não sai porque não consegue". É difícil... As pessoas não deviam julgar tanto. Tomada uma decisão, existe um contexto. Por vezes demora [a adaptação a um novo clube] uma semana, um mês, uma época ou duas...

Adeptos: Acredito que tivemos sempre os adeptos do nosso lado. Passámos por uma fase mais complicada e acredito que tenha sido normal numa certa altura, nessa fase, algum descontentamento. É normal, é-nos exigido ganhar sempre, mas não podemos ganhar sempre.

Mudança de treinador em janeiro e o sucesso: As razões serão sempre muito difíceis de concluir - a mudança em si, se calhar, foi o suficiente. Protagonizámos muitos bons momentos com o mister Rui Vitória e quando chegou o mister Lage fizemos uma reta final incrível. É justo dividirmos o mérito e não pegar por este ou aquele factor, mas pela mudança. É uma obra feita e bem feita, por isso mérito - e muito mérito - para quem esteve no início, para quem chegou e, num momento complicado em que estávamos, conseguiu pegar na equipa e fez o que fez

'Valor' do título: Foi uma vitória ainda maior por termos apanhado o FC Porto tão forte, o Sporting também forte, um Sp. Braga também muito forte. Isso valoriza muito o nosso título. As pessoas, agora no fim, não estão a dar tanto ênfase a isso e nós, de facto, fomos campeões com toda a justiça, com todo o mérito, num campoento em que estávamos a lutar com outras três equipas com um nível muito alto

Futuro no Benfica: Vivo o dia a dia, só o tempo o dirá. Neste momento é relaxar, desfrutar do momento... Tudo a seu tempo

(notícia atualizada às 13h26)

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