Rui Costa dirige-se aos sócios em Peniche: «Não vos prometo de forma populista que vamos ganhar a Champions»

Candidato recebe banho de multidão

É um facto: o universo benfiquista está em campanha eleitoral e a receção que Rui Costa teve em Peniche é a verdadeira prova disso. Primeiro, na Casa do Benfica e depois no restaurante onde almoçou com cerca de 100 pessoas, o candidato da Lista A à presidência das águias foi muito acarinhado e não rejeitou as dezenas e dezenas de pedidos dos adeptos para ficarem com uma recordação do 'maestro' como os benfiquistas já gritaram várias vezes.

Foi antes do almoço ter início e já com os adeptos sentados que Rui Costa efetuou o primeiro discurso de um dia que promete ser longo - depois de Peniche irá a Montemor-o-Velho, Bairrada e acaba o dia em Ovar. E na localidade costeira os benfiquistas ouviram um discurso bastante diferente daquele a que estavam habituados com Luís Filipe Vieira que, ao longo dos anos, foi sempre prometendo a conquista de um grande título europeu. Rui Costa garante que não fará discursos "populistas", mas deixou uma promessa.

"Joguei a Champions, perdi uma final e sei quanto é difícil nos quadros atuais, países como Portugal, Holanda ou Bélgica, chegarem a uma final europeia. Sei quanto é difícil, não vos venho prometer de uma forma populista que vamos ganhar a Champions. Tenho os pés bem assentes na terra, mas não deixo de ser ambicioso, sei que o Benfica tem de lutar por qualquer competição, como fez na quarta-feira (frente ao Barcelona). Às vezes, o país é muito curto para nós. Podemos ombrear com qualquer um. À Benfica", atirou Rui Costa que viu o discurso interrompido várias vezes com ovações dos adeptos.

Rui Costa, que irá disputar a liderança das águias com Francisco Benitez, prometeu que este ato eleitoral será democrático e fez um pedido de união aos adeptos para o dia seguinte às eleições.

"Muito se tem falado da democracia do Benfica, quem está perto de mim e me conhece sabe que não passo por cima de alguém. Tudo o que conquistei na vida foi com o meu esforço e respeitando toda a gente. Todo o processo será democrático, de discussão, todos terão direito a discutir. Faz parte da minha essência, não sei ser de outra forma. Tudo será feito na maior democracia. Espero que a partir do dia nove, o Benfica esteja mais unido que nunca. Quem estiver à frente do clube merece isso dos adeptos. Para se ganhar é preciso grandes equipas, grandes adeptos, mas é preciso união, que todos estejam unidos. É o meu apelo. Temos de valorizar o futebol português. A nossa dimensão obriga a que sejamos lideres em todos os processos do futebol nacional, desde os quadros competitivos até ao cartão de adepto. Que nos está a punir depois desta pandemia que nos começa a dar tréguas. Há um buraco nas bancadas, devido a um cartão de adepto que não existe. O Benfica tem de se assumir, estar presente e assim faremos mostrando a nossa força", enalteceu.

Por Valter Marques
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