Rui Gomes da Silva: «Com os 26,5 milhões de Jesus ia buscar Mourinho, Guardiola ou Ancelotti»

Candidato à presidência do clube deixa duras críticas a Luís Filipe Vieira

Candidato à presidência do Benfica, Rui Gomes da Silva, de 61 anos, já por várias vezes mostrou ser contra a gestão de Luis Filipe Vieira e o contrato oferecido a Jorge Jesus. Em entrevista ao Globo, o ex-dirigente encarnado deixa duras críticas ao presidente dos encarnados e explica porque considerou a contratação de Jesus "um ato de desespero" de Vieira.

"Jesus já tem uma relação com o Benfica e com o atual projeto. São ações e atitudes. Lembro três momentos. Jorge Jesus não foi correto com os sócios do Benfica, chegou a dizer que "sabia como lá se ganhava" e até há poucos meses, o presidente disse que Jesus nunca mais voltaria ao clube. No atual cenário, o presidente está a ser acusado por todos os lados. Por questões pessoais e por questões do Benfica. No ano em que o Benfica poderia fazer história e ser pentacampeão, ele investiu 9 milhões de euros em reforços. No ano em que está em risco a sua reeleição, contrata um treinador que custa 26,5 milhões de euros, enquanto o outro treinador custava 1 milhão de euros. Se isso não é um ato de desespero, então explique-me o que é", afirmou.

Rui Gomes da Silva garante que, se fosse ele o presidente, jamais faria regressar Jorge Jesus e diz porquê.

"Não, não. Já o disse muitas vezes, não seria o Jesus. Pelas atitudes que teve com o Benfica. Ainda não há muito tempo Jesus cantava músicas que insultavam o Benfica. Há videos disso, não estou a inventar. Não foi há 20 anos, foi há dois anos. Eu acho que o Jorge Jesus de 2020 não tem a nada ver com o de 2009/2010. Antes, ele precisava do Benfica para crescer, para ser o treinador de um grande clube. Hoje, ele já foi campeão, já ganhou no Flamengo e está com outro currículo. O presidente do Benfica espera que ele seja o que encontrou em 2009/2010", explicou.

Ainda assim, o ex-vice-presidente assegura que não tem qualquer problema pessoal com o técnico e que terá de pensar bem se o manterá, caso vença as eleições de Outubro.

"Nunca tive nenhum problema pessoal com ele. Fui vice-presidente durante sete anos e vivi seis anos e meio com Jesus. Nunca tive nenhuma relação especial. Falei duas ou três vezes com ele. Viajei para lá e para cá com ele. Mas, de resto, nunca tive uma relação especial. Se o vou manter se for eleito? Tenho que ver. Nesta primeira fase, direi que cumprirei os contratos. Mas tenho que pensar no Benfica. É um contrato de 26,5 milhões de euros. O Benfica terá muitas dificuldades financeiras nos próximos anos. Tanto que até procura ainda soluções para pagar o Pedrinho (ex-Corinthians), querem diminuir o preço. O Yony [González] foi uma compensação para o Pedrinho ficar mais barato, por exemplo. O problema é que o Benfica tem um contrato de 26,5 milhões de euros para Jorge Jesus por três anos. Por esse valor, eu vou buscar os melhores treinadores do mundo. [José] Mourinho, [Pep] Guardiola, [Carlo] Ancelloti, os tops dos tops", garantiu.

Por Miguel Custódio
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