«Vítor Batista seria hoje titular indiscutível do Benfica ou o treinador era despedido»

'Vice' Domingos Almeida Lima perentório na inauguração do Campo Municipal Vítor Batista, em Setúbal

O renovado Campo Municipal Vítor Batista, na Cova da Canastra, em Setúbal, foi este sábado inaugurado, numa cerimónia que contou, entre outros, com a presença de Vítor Hugo Valente, presidente do V. Setúbal, e Domingos Almeida Lima, vice-presidente do Benfica, clubes que o jogador falecido a 1 de janeiro de 1999, aos 50 anos de idade, representou nas décadas de 1960 e 1970.

Ambos os dirigentes viram a antiga glória dos seus respetivos clubes atuar e estão de acordo quanto às qualidades do jogador. O vice-presidente das águias, por exemplo, é perentório quando questionado se o atacante tinha lugar no Benfica atual. "Os predestinados têm todos lugar nas melhores equipas. É evidente que sim. Respondendo à pergunta, mesmo não sendo treinador, Vítor Batista seria hoje titular indiscutível. Se não fosse, o treinador era despedido".

Domingos Almeida Lima considera que a "homenagem é mais do que merecida" e confessa ter dificuldades em definir o valor que Vítor Batista teria hoje. "Se o Vítor Batista surgisse agora, como jogador de futebol, não teria preço. Aliava à capacidade física quase ultra-humana uma capacidade técnica fantástica. Era um jogador sem preço, de muitos milhões", disse após a cerimónia de inauguração.

Opinião idêntica tem Vítor Hugo Valente, presidente do Vitória de Setúbal, que guarda boas recordações de "um nome que está na história" dos sadinos. "Quanto valeria hoje? É difícil de avaliar. Os tempos são outros, mas seguramente seriam estes valores que se praticam. Com a qualidade do Vítor no futebol de hoje seriam poucos os que se poderiam chegar ao pé dele, garanto".

Na cerimónia de inauguração, em que estiveram presentes Idaliano e Eduardo Batista, irmãos do ex-internacional, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) também se fez representar pelo diretor Pedro Pauleta, que ao contrário dos dirigentes benfiquista e vitoriano não viu Vítor Batista jogar. "Não tive oportunidade de o ver jogar, mas já vi muitas imagens e ouvi muitas histórias. Foi um jogador que toda a gente conhece no mundo do futebol, por isso é uma satisfação enorme estar aqui presente na inauguração deste campo de futebol que tem o nome dele".

A presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, também considerou a nova denominação do Campo Municipal Vítor Batista, que vai ser utilizado pelo São Domingos e "O Sindicato", clubes da cidade sadina, é uma justa homenagem. "Era 'o maior', era especial, era o Vítor Batista. O jogador de futebol que nasceu pobre, viver rico e morreu sem nada. A memória que deixou é património indelevelmente ligado a Setúbal", disse a autarca.

Após as obras, o Campo Municipal Vítor Batista, que teve um investimento de 380 mil euros, está agora dotado de relvado sintético de ultima geração e de vedação nova em todo o perímetro, bem como de bancadas e balneários requalificados. A aquisição de novas balizas e de novos bancos de suplentes, o reforço da iluminação e a melhoria dos acessos foram também contemplados na intervenção.

Por Ricardo Lopes Pereira
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