João Pedro Sousa e o duelo com o Arouca: «Tudo tem de ser diferente em relação ao último jogo»

Técnico do Boavista admite que a pausa competitiva serviu para melhorar o estado anímico da equipa.

Depois da derrota pesada frente ao Famalicão, na 11ª jornada da Liga Bwin, e de três semanas sem competir, o Boavista regressa à competição no sábado, com uma deslocação a Arouca. Na antevisão ao encontro, João Pedro Sousa reconheceu que a equipa tem de dar uma resposta face ao mau resultado anterior e admitiu que a paragem foi útil em vários âmbitos para a sua formação.

Tivemos um hiato de três semanas sem jogos e agora segue-se um ciclo de seis jogos. Como é que procurou gerir todas estas incidências e que sensações é que retirou destas três semanas depois do desaire frente ao Famalicão?

Foram três semanas de trabalho, que era o que de facto precisávamos, tendo em conta o que fizemos no último jogo e a resposta que tínhamos de dar. Isto porque os nossos adeptos merecem alegrias e merecem-nas já no próximo jogo em Arouca. As sensações são positivas, no entanto, é fácil falar, mais difícil é atuar, ou seja, as respostas temos de as dar no campo, no jogo e no resultado e é para isso que trabalhamos, para ter melhores resultados, somar pontos e ganhar mais vezes.

Atualização das baixas na defesa depois desta paragem?

Temos três jogadores castigados – Cannon, Abascal e Sebástian Pérez. Relativamente às lesões, temos um lesionado que é o Tiago Ilori. O Javi Garcia recuperou, clinicamente está apto, mas não vai a jogo. O Jackson Porozo já treina sem limitações, mas ainda vamos decidir se o vamos levar a jogo ou não. Como já referi, só os vamos colocar em campo quando eles estão totalmente aptos para competir. As baixas são essas, acrescentando, como sabem, o Marcelo Djaló que já não faz parte do clube.

Análise ao Arouca e dificuldades esperadas.

Jogos entre equipas que têm os mesmos objetivos são sempre complicados e muito competitivos. Portanto é isso que vamos encontrar, num campo difícil e será uma tarefa complicada para nós, independentemente das baixas que temos. Vamos a Arouca com a ambição de ganhar, com a ambição e vontade de Boavista. Se as coisas, porventura, não correrem bem ao nível do resultado, tudo o resto tem de ser diferente do último jogo e isso é a nossa obrigação. Não pode ser só uma promessa. Temos de competir mais, de correr mais, para então tentarmos ganhar.

Aproximação com a direção em termos do estudo de possíveis ajustes ao plantel?

Nunca houve, nem há afastamento rigorosamente nenhum com a direção. Estou diariamente em contacto com o Presidente Vítor Murta e estamos em sintonia. Dentro deste clube, o presidente é a pessoa que mais trabalha e mais vontade tem de resolver os problemas do Boavista. Não tenho dúvidas de que o vai conseguir. Mas sim, também aproveitámos este período para começarmos a falar no próximo período de transferências, porque temos de acrescentar qualidade e quantidade ao nosso plantel, situação que já está a ser trabalhado, algo que vai acontecer no mercado.

Lavagem anímica durante a paragem competitiva?

Sim, precisávamos disso. Não fugimos à questão porque a derrota pesadíssima que tivemos no último jogo deixa marcas a toda a gente. Aproveitávamos para refletir, para conversarmos todos, aquilo que cada um de nós pode melhorar e dar mais ao Boavista e foi isso que tentamos fazer durante estas semanas, para depois em campo a resposta surgir.

Saída de Marcelo Djaló?

Perder um jogador, seja de que posição for, é sempre complicado para o treinador, acrescentando ao facto de termos um plantel reduzido. No entanto, foi uma situação que surgiu de um acordo total entre as partes. O Marcelo Djaló seguiu o seu caminho e aproveito para lhe desejar as melhores felicidades.
Por Marques dos Santos
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