A crónica do FC Porto-Vizela, 2-0: dragão sem chama limitou-se a ganhar
O FC Porto nunca se empolgou mas venceu sem discussão. Como se fosse pouco...
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Um jogo incaracterístico, desinteressante porque lhe faltaram momentos diferenciadores dos elementos mais criativos, e demasiado previsível em termos estratégicos, foi desbloqueado num lance com origem em erro individual do vizelense Igor Julião – episódio fora de contexto ao fim de 41 minutos em que a equipa de Tulipa se aproximou da perfeição em termos defensivos. Não que esse sabor mais insonso da atuação portista interfira com o sentido de justiça subjacente ao resultado, porque o FC Porto foi a melhor equipa, a mais empenhada em chegar ao golo, a única que, mesmo sem deslumbrar, justificou vencer. Sérgio Conceição apostou num 4x4x2 com quatro elementos de propensão muito ofensiva, de tal forma que o sistema tático, em determinados momentos, se aproximou do 4x2x4, com Pepê e Galeno na mesma linha de Taremi e Evanilson.