A liga mais desigual

Plantéis dos quatro primeiros custam 43 vezes mais do que os dos clubes da segunda metade da tabela

• Foto: Bruno Pires

A Liga portuguesa é, em termos financeiros, a mais desequilibrada de toda a Europa. E por larga distância. De acordo com o estudo ‘The European Club Footballing Landscape’, divulgado ontem pela UEFA e que se baseia nas contas de todos os emblemas do continente, em nenhum outro campeonato há uma diferença tão grande de poder de compra entre os primeiros quatro classificados e os restantes clubes.

Em média, os quatro primeiros da Liga 2014/15 gastaram 86 milhões de euros para contratar os jogadores dos respetivos plantéis e pagavam 42 milhões de euros anuais em salários. Os clubes que terminaram o campeonato entre o 5º e o 8º lugares tinham despendido 5 milhões de euros em contratações e outros 5 milhões em salários; os outros emblemas, todos da segunda metade da classificação, ainda gastaram menos: 2 milhões para fazer o plantel e 3 milhões em salários.

Contas feitas, os plantéis de Benfica, Sporting, FC Porto e Sp. Braga custaram, em média, mais 43 vezes do que os plantéis de metade dos emblemas da Liga. E os clubes mais ricos pagam 14 vezes mais dinheiro em salários do que os mais pobres.

Dos principais campeonatos da Europa, apenas o espanhol apresenta disparidades que aproximam da realidade portuguesa. Lá, os quatro primeiros gastam, em média, 202 milhões de euros em salário e mais 350 milhões a construir os plantéis; os emblemas do 9º lugar para baixo ficam-se pelos 19 e 8 milhões, respetivamente.

Por Sérgio Krithinas
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