Belenenses-FC Porto visto à lupa: Liderança fica na capital

Construção longa em busca do ataque às primeiras e segundas bolas não resultou

Com Alex Telles e Soares de regresso à titularidade, aos quais se juntaram Herrera e Brahimi, que tinham saído limitados dos jogos das suas seleções, o FC Porto surgiu no Restelo com a sua habitual estrutura em 4x4x2, onde a principal novidade foi a estreia do venezuelano Osorio – que aproveitou o castigo de Marcano e as limitações físicas de Reyes – ao lado de Felipe no eixo central da defesa. Uma dupla que nunca acasalou, o que ficou atestado pelos inúmeros erros defensivos e nas saídas para ataque que foram acumulando, algo que o Belenenses, fiel à sua organização estrutural em 5x4x1, explorou com eficácia superlativa, até pela opção de Silas em abdicar de uma referência ofensiva – Maurides ou Tiago Caeiro – para lançar o móvel e belicoso Nathan como falso nove. Seria o brasileiro, vinculado ao Chelsea, a aproveitar a falta de definição e de organização na última linha azul e branca [2], para se colocar em vantagem, isolado por um cabeceamento de Yebda e por um choque grotesco entre Felipe e Osorio. Tinham passado apenas 10 minutos, marcados por uma entrada contundente do FC Porto, extremamente agressivo a pressionar alto e a condicionar a habitual saída em construção dos azuis do Restelo a partir do guarda-redes, conseguindo recuperações em zonas muito altas e centrais [1], aspeto em que Herrera se destacou. Algo que se delongou por todo o jogo, mas que esbarrou no muro formado pela formação do Restelo, sagaz a defender de forma curta e muita compacta, e na ansiedade e precipitação demonstradas pelos dragões em zonas de criação e de definição. O FC Porto perscrutou insistentemente uma construção longa em busca do ataque às primeiras e segundas bolas, como também os cruzamentos em lances de bola corrida e de bola parada. As chegadas a zonas de finalização sucederam-se, até porque os portistas instalaram-se no meio-campo adversário, mas os remates eram bloqueados ou saíam desviados. Quando encontraram o caminho da baliza, André Moreira foi determinante. O Belenenses chegaria ao 2-0, na sequência de um livre lateral de Fredy. Maurides ganhou a frente do lance aos defesas-centrais oponentes [3] – Osório, o seu marcador, foi inapelavelmente batido, mas também se antecipou a Felipe – e cabeceou para o fundo da baliza de um atónito Casillas.

Por Rui Malheiro
Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
Subscreva a newsletter

e receba as noticias em primeira mão

ver exemplo

Ultimas de Liga Bwin

Notícias

Notícias Mais Vistas