Movimento G15 quer "novo modelo de organização" para Liga

Convocada reunião de presidentes para 7 de março

• Foto: Ricardo Jr.

O movimento de clubes G15 defendeu esta terça-feira, na assembleia geral extraordinária da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), a criação de "um novo modelo de organização" para o organismo.

Essa intenção do movimento, que integra todos os clubes da Liga, à exceção de FC Porto, Benfica, e Sporting, levou a que fosse suspensa a votação de um dos pontos da reunião magna, na qual seriam ratificados os estatutos do Conselho Superior do Futebol Profissional, aprovado pela direção da LPFP.

Rui Pedro Soares, presidente da SAD do Belenenses, foi o porta-voz do movimento G15, no final da assembleia desta tarde, que decorreu na sede da LPFP, no Porto, defendendo a implementação de um "modelo mais justo".

"Pedimos hoje à assembleia que suspendesse a aprovação da proposta, para se refletir e aprovar um novo modelo de organização da Liga, que seja mais justo e consentâneo com o século XXI, e que permita que todos os clubes sejam tratados da mesma maneira", afirmou Rui Pedro Soares.

O dirigente lembrou que, atualmente, "a Liga tem uma direção executiva que integra oito clubes, sendo que, desses oito, cinco são Liga NOS: FC Porto, Benfica e Sporting integram os lugares por inerências dos estatutos, mas ainda escolhem mais dois para fazer parte da direção.

Rui Pedro Soares considerou que "está na hora de acabar com esse modelo" e partir para um novo que possa ter os contornos "de um Conselho de Presidentes, com poderes deliberativos, e que assuma uma nova fase do futebol profissional em Portugal".

O porta voz do movimento G15 nesta assembleia disse que "será trabalhado um novo modelo nos próximos tempos, que possa ser implementado no final desta época ou no arranque da próxima", reconhecendo que tal implicará uma mudança de estatutos.

"Está na altura de acabar com atual momento, e estou certo que vai acabar", rematou.

Da parte da LPFP, Sónia Carneiro, diretora executiva do organismo, considerou que o atual modelo de organização "tem funcionado bem", mas reconheceu que "perante o alerta para refletir se faz sentido continuar com o atual modelo ou mudar para outro", foi decidido suspender o ponto e fazer uma ponderação.

"As sociedades desportivas, e os seus presidentes, terão que pensar e tomar decisões. Esta Direção da Liga estará sempre confortável com aquilo que forem as decisões dos clubes, pois são eles que mandam", partilhou a diretora.

Para debater este assunto, Sónia Carneiro informou que foi convocada uma reunião de presidentes, que vai acontecer em 7 de março, em Coimbra, acreditando que desse encontro já possa sair uma decisão para ser discutida e votada na próxima assembleia geral da LPFP, agendada para 29 de março.

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