V. Guimarães-Sporting visto à lupa: Morita partiu o espelho
Um leão safaz foi feliz em Guimarães
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Num jogo entre duas equipas que perfilham o 3x4x2x1 [1,2] como organização estrutural preferencial, partindo, em momento defensivo, do 5x2x3 [1] – ou do 5x4x1 [2], utilizado, em zonas mais médias-baixas e baixas, pelos vimaranenses –, o que redundou num encaixe, o Sporting foi a equipa que procurou ser mais incisiva a partir o jogo de espelhos. Os leões, sem abdicarem de uma pressão alta, que visava subtrair qualidade nas ligações desde Celton Biai, foram sagazes a alternarem a forma como indagavam o assalto ao último terço. Ora buscando uma construção mais longa, após atraírem a pressão rival, que visava as costas dos laterais/alas oponentes, buscando as desmarcações de Nuno Santos e de Esgaio na profundidade, ora através de um jogo mais associativo e elaborado, o que lhes permitia instalarem-se com bola no meio-campo ofensivo [1,2]. Aí, salientavam-se as trocas posicionais entre Edwards – à largura – e Esgaio – em zonas interiores – [2], e os movimentos dissuasores de Morita – incisivo a atacar as costas dos médios-centro rivais ou a sair-lhes, à largura, do raio de ação [2] – e de Pote, arguto a sair da posição de avançado-interior pela esquerda, procurando arrastar Tounkara e criar dúvidas a Maga [2], ou fomentar trocas posicionais pontuais com Edwards.