Jorge Silva: «Famalicão vai ser lufada de ar fresco»

Líder do clube minhoto faz balanço positivo da ligação à Quantum Pacific

• Foto: Nuno Fonseca / Movephoto

O Famalicão vive um momento doce do seu historial. A entrada da Quantum Pacific como sócia maioritária da SAD imprimiu um dinamismo forte no plano desportivo, que veio consolidar as iniciativas de construção da academia e de remodelação do estádio, neste caso com o investimento de oito milhões de euros por parte da autarquia.

"O que queremos mesmo é o sucesso do Famalicão. E de imediato percebemos uma coisa muito simples, que sozinhos não íamos conseguir. Que era impossível atingir aquilo que era a pretensão de todos nós. Tenho de dar mais espaço ao cérebro do que ao coração. Se quisermos continuar a ficar orgulhosamente sós, vamos continuar a ser os maiores para nós, sendo que na realidade não seríamos coisa nenhuma. Apesar da ilusão de grandeza, a realidade é que éramos deficitários em relação ao orçamento", explica a Record o presidente do clube e administrador da SAD, Jorge Silva, que não tem dúvidas sobre os princípios que norteiam o projeto: "Estamos cientes de que o caminho é este e que o Famalicão vai ser uma lufada de ar fresco no futebol português."

A subida de divisão é a meta e os resultados têm correspondido. "Tivemos a enorme felicidade de encontrar um parceiro extraordinário. Sendo gente da alta finança, não vem fazer do Famalicão uma lavandaria. Eles próprios identificaram um projeto que poderia entrar em crescendo e ter grande visibilidade. Se nos vêm trazer algo, tem de lhes ser dada a possibilidade de executarem a sua estratégia", frisa Jorge Silva, que exemplifica a união de esforços: "O clube será sempre o cume da pirâmide, apesar de haver uma gestão profissional através da SAD. Mas através das nossas conversas do dia a dia só existe o Famalicão. Há aqui uma interligação forte. Tivemos até a felicidade de termos um CEO na SAD, com grande experiência no futebol, que é um famalicense", sublinhou, referindo-se a Miguel Ribeiro, que chegou do Rio Ave.

"O coração quase rebenta"

A condição de adepto está muito vincada em Jorge Silva, que mesmo no papel de presidente não consegue isolar por completo a emoção. "Desde os anos 70 que o Famalicão é o meu clube e senti que, no meu tempo, também teria de acrescentar alguma coisa a esta grande instituição. Neste momento o meu coração quase rebenta. Sou muito emotivo. Sinto que o que estamos a fazer é importante para os famalicenses e eu sou um famalicense de gema, tal como as minhas raízes familiares. Entendo que estou numa missão", frisa, destacando as sinergias criadas de forma a permitir o crescimento das infraestruturas.

"Percebemos em conjunto o que poderíamos fazer pela nossa terra, pelo nosso clube, e falo de toda a nossa estrutura diretiva e da câmara municipal. Temos todos um grande amor ao Famalicão", realça Jorge Silva, que não se desvia um milímetro de uma linha de retidão: "Com trabalho e seriedade estamos mais próximos do sucesso. Para nós não vale tudo." 

"Crescimento pelo estádio"

O novo estádio é uma obra imponente, que alarga o palco para 7 mil lugares, podendo chegar aos 10 mil no futuro. "Era preciso criar uma base que suportasse o crescimento. Queremos dar condições aos nossos sócios e a quem nos visita. Não é possível estar numa bancada ao sol e à chuva. E sei do que falo, porque foi na bancada descoberta que me habituei a estar", diz Jorge Silva.

Por Vítor Pinto

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