Acabou a paciência

Nem no período em que a equipa esteve cinco jogos sem vencer se viram sinais de desagrado tão evidentes

• Foto: Ricardo Jr

O empate na Madeira, que deixou o FC Porto ainda mais longe da luta pelo título, fez transbordar a paciência dos adeptos dos dragões, muito embora só um pequeno grupo o tenha manifestado de forma mais visível na chegada da comitiva ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro, já passava das 2 da manhã de ontem. Nuno Espírito Santo foi o mais visado por cerca de uma dezena de simpatizantes portistas, que, mesmo perante a intervenção do líder dos Super Dragões, demonstrou a sua grande insatisfação.

"Que amigo do Jorge Mendes é que vai ser o próximo treinador?", perguntou um deles, levando à pronta intervenção de Fernando Madureira, que tentou serenar os ânimos, ele que viajou com a comitiva oficial. Numa primeira instância ainda conseguiu, mas rapidamente aumentou o tom das críticas, com o treinador como principal alvo, mas também os jogadores a serem questionados.

Nuno Espírito Santo trocou olhares com os adeptos, mas nem uma palavra saiu da boca do técnico. O forte contingente policial impediu que os portistas se aproximassem dos jogadores, equipa técnica e dirigentes, escoltando-os até ao autocarro, de onde partiram para o Estádio do Dragão.

Aí também foi bem visível algum aparato policial, mas não era mais do que uma mão-cheia o número de adeptos que pediu explicações pelo resultado que praticamente hipotecou as possibilidades de o FC Porto chegar ao título.

Pazes desfeitas

Foi a primeira vez que se fez sentir de forma tão vincada a contestação a Nuno Espírito Santo, depois de ligeiros focos de insatisfação que se fizeram sentir no período em que a equipa esteve cinco jogos oficiais sem vencer durante o mês de novembro.

Foram feitas as pazes, a equipa conseguiu recuperar no campeonato até se colocar a apenas um ponto de distância do Benfica, mas com a perda de gás na fase decisiva da época o desagrado voltou a tomar conta da nação portista. O pedido de desculpas endereçado por Nuno Espírito Santo no final do jogo frente ao Marítimo de nada lhe valeu, pois nessa altura já as redes sociais estava inundadas de mensagens contra o técnico e alguns jogadores, sendo questionadas todo o género de opções.

A duas jornadas do final, as possibilidades são meramente matemáticas para os dragões e no horizonte está já uma quarta época sem a conquista do título nacional, algo que nunca aconteceu desde que Pinto da Costa assumiu a presidência do clube, em 1982. Aliás, desde maio de 2013, altura em que o FC Porto foi pela última vez campeão, o único troféu que ergueu foi a Supertaça Cândido de Oliveira, ainda com Paulo Fonseca no comando da equipa.

Nuno Espírito Santo foi contratado para devolver a mística ao grupo e acabar com a travessia do deserto, mas até agora não logrou mais do que chegar ao final da 32ª jornada do campeonato com possibilidades muito remotas de ainda ser campeão.

Em caso de vitória do Benfica frente ao V. Guimarães, no próximo sábado, o FC Porto entra em campo, no dia seguinte, sem poder discutir o título, o que poderá aumentar o tom da contestação e tornar o ambiente pesado no jogo frente ao Paços de Ferreira.

Por Rui Sousa
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