Conceição: «Não quero ter muitos amigos quando acabar a carreira, mas sim muitos títulos»

Treinador do FC Porto participa em podcast com Joana Marques, Ricardo Araújo Pereira e Júlio Heitor

Num registo bem disposto, Sérgio Conceição participou no podcast da autoria de Júlio Heitor que esta semana tinha Joana Marques como convidada. A humorista e radialista, adepta ferrenha do FC Porto, reconheceu já ter sido "um bocadinho desagradável" com o treinador dos dragões - "mostrou uns penteados meus", recordou o técnico - e revelou que no próximo dia 19 estará no Estádio dos Dragões a assistir ao jogo com o Milan. "Sem pressionar o Sérgio, tenho a certeza que vai correr bem", afirmou.

"Gosto dessa pressão dos bons resultados, faz parte do nosso dia a dia. O jogo com o Milan vai ser um jogo importante, dentro daquilo que são diferentes situações. A primeira é porque jogamos uma cartada importante naquilo que são as nossas aspirações para a passagem à próxima fase, depois também porque vamos ter um estádio que já pode estar, graças a Deus, completo e ter os nossos sócios, adeptos e simpatizantes a torcer no estádio completamente cheio. É como uma salada com todos os ingredientes que nós gostamos. Por isso, acho que vai ser um grandíssimo espetáculo dentro daquilo que são estas prestações históricas que o FC Porto tem tido na Liga dos Campeões. Portanto, esse é um jogo em que a Joana vai estar presente e certamente vai trazer essa sorte", atirou.

O mau perder... para continuar

Joana Marques identificou-se ainda com o "mau perder" de Conceição - "prefiro ter um treinador que chegou ao fim e odiou perder, acho que é meio caminho andado para não perder outra vez na semana seguinte, do que alguns, que já tivemos no nosso clube como noutros, que perdem e parece que é tudo muito normal. Quero pedir ao Sérgio que mantenha esta característica", atirou -, ao que o técnico não fugiu.

Treinador do FC Porto no podcast de Júlio Heitor
"Tem muito a ver com a nossa personalidade, o nosso caracter, aquilo que foi também o meu percurso de vida enquanto jogador e mesmo na minha vida pessoal, um percurso extremamente difícil, onde, para mim, diariamente, há que ser melhor do que ontem. Isto não é um chavão, é mesmo assim. Sou muito exigente comigo, sou exigente também com quem trabalha comigo, com o staff, com os diversos departamentos que cooperam connosco e, depois, também com os nossos jogadores. Acho que isto é essencial para se ter sucesso. Quero acabar a minha carreira e, se calhar, não quero ter muitos amigos, mas quero ter muitos títulos coletivos, que são os mais importantes. É por isso que luto".

Uma cadeira vazia ou uma vitória do FC Porto frente ao Benfica?

Ricardo Araújo Pereira também entrou na conversa e o treinador do FC Porto não esqueceu o benfiquismo do humorista. "Obviamente toda a gente tem defeitos e o grande defeito dele nós sabemos qual é, mas há um grande respeito. Essa clubite aguda que existe…, nós sentimos o nosso clube e gostamos muito daquilo que fazemos, eu sou um apaixonado por aquilo que faço e, depois, em cima disso ainda tenho a carga de ser um grandíssimo adepto do FC Porto. Vim para aqui, de uma pequena aldeia próxima de Coimbra, com 15 anos, e esta cidade e este clube adotaram-me, e estou eternamente grato. É essa paixão que vivo, mando uns pontapés nas garrafas, é verdade, mas são garrafas de água, se fosse de vinho não mandava, porque aproveitava-as todas para beber", disse, divertido.

RAP revelou que, em breve, o programa que apresenta na SIC de domingo à noite, 'Isto é gozar com quem trabalha' vai entrar em tournée e irá ao Porto. "Está a ver onde quero chegar…", atirou. "Se coincidir com clássico contra o Benfica e se ganharmos de forma tranquila, não há problema", respondeu Sérgio Conceição. "Prefiro ficar com a cadeira do convidado vazia", concluiu Ricardo Araújo Pereira.

Na despedida a Joana Marques, Sérgio Conceição não deixou de saudar a família da humorista dando um 'recado': "Vamos ver-nos com toda a certeza nesta jornada europeia que vamos ter no Dragão. Um beijinho aos filhos dela, que eu sei que ainda não têm clube, mas com certeza não vão herdar o mau gosto do pai [Daniel Leitão, benfiquista]. Um abraço ao marido, não tão forte e efusivo como aos filhos, e ao seu pai também, um grandíssimo portista que passou 19 anos naquele jejum grande do FC Porto. A nova geração teve o privilégio, com o nosso presidente, de viver outros momentos. Para nós, quatro anos pareceram uma eternidade".

Por Record
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