Eis a transição rápida e eficaz

Rui Barros só sabe ganhar

• Foto: José Moreira

Tal como em agosto de 2006, Rui Barros faz mais uma transição... rápida e cheia de sucesso. Quando saiu Co Adriaanse, aquele que já era na altura o adjunto da ‘casa’ também não fez por menos e ensaiou a vitória na Supertaça, em Leiria, diante do V. Setúbal (3-0), com dois triunfos em jogos particulares em Inglaterra, frente a Portsmouth e Manchester City. Ou seja, Rui Barros entregou a equipa a Jesualdo Ferreira com três triunfos acumulados e um a valer um troféu.

Nada mau para amostra e quis a fina ironia do destino que novamente em transição, rendendo Julen Lopetegui e ainda sem saber para quem vai entregar a bandeja, Rui Barros fosse outra vez letal.
Ele que como jogador, se bem se lembram, era daqueles que partia como uma flecha em venenosos contra-ataques para cima dos defesas contrários, como numa célebre Supertaça Europeia, ante o Ajax, em Amesterdão. Quando ainda ninguém utilizava a agora famosa transição rápida, um chavão quando o que interessa registar é que Rui Barros marcou aos holandeses e foi também ele quem, em 1987/88, neste mesmo Estádio Bessa, derrotou os axadrezadas quando tinha uns tenros 22 anos!

Agora, aos 50 anos, Rui Barros continua a ser um daqueles senhores do futebol que irradia simpatia. Ontem, sempre em frente ao banco, sempre sereno e a dar só as instruções estritamente necessárias, não só ganhou como goleou e na ‘flash-interview’ não teve problemas em dar todo o mérito aos jogadores, registando que nunca ninguém foi ‘descartado’ e as coisas, afinal, não estavam assim tão más como muitos pensavam.

Ansiedade normal

Rui Barros até admitiu momentos de ansiedade e incerteza com a saída de Julen Lopetegui esta semana, depois de uma empate caseiro ante o Rio Ave que se seguiu à derrota em Alvalade. Não há nada como ganhar no Bessa por 5-0 para se esquecer tudo?

Rui Barros preferiu não ir mais além nesta questão e remeteu as suas declarações apenas na tal ‘flash’, faltando à presença na sala de imprensa do Bessa.
Eis a TRANSIÇÃO rápida e eficaz
Por isso, o que restou das suas curtas declarações deve ser valorizado, principalmente porque de alguma forma Rui Barros deixou entender que esta goleada é, enfim, também muito de Lopetegui.

"O grupo quer sempre ganhar, nunca fica contente, ninguém fica contente, jogadores ou dirigentes, quando o sai o treinador a meio da época", reforçou Rui Barros, deixando tudo bem entendido.

A grande realidade é que ninguém ficou indiferente à saída de Lopetegui. "Os jogadores naturalmente também sentiram isso, mas isto é futebol, a vida às vezes corre bem ou corre mal. Agora importante é o presente e o futuro", vincou Rui Barros, poucos momentos depois de ouvir cânticos da claque: "Olé Rui Barros, olé!" *

Por António Mendes
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