Gestão limitada precipitou saída de Antero

Fim de linha no Estádio do Dragão

• Foto: José Moreira
A saída de Antero Henrique do FC Porto foi o culminar de um longo processo de desgaste do antigo administrador como homem forte do futebol. Segundo Record apurou, Antero Henrique não estava disposto a continuar a assinar por baixo algumas decisões das quais discordava e que acabaram por avançar.

Desde sempre ciente de que Pinto da Costa reserva para si a última palavra sobre o treinador da equipa principal, Antero Henrique não foi, por exemplo, um grande entusiasta da contratação de Julen Lopetegui – preferia Marco Silva, tendo chegado a trabalhar na possível contratação do técnico. Antes de Nuno Espírito Santo, foi a ‘sua’ escolha José Peseiro, que assumiu o barco portista em janeiro último, numa altura em que o FC Porto sentiu dificuldades para se reforçar no mercado de inverno. Além das questões técnicas, Antero Henrique também acabou por subscrever a chegada de alguns reforços cujas contratações não eram do seu inteiro agrado, nomeadamente durante a permanência de Lopetegui na Invicta.

A acrescer a este cenário, que esvaziou em certa medida as funções que lhe competiam, Antero Henrique terá sido uma voz dissonante sobre alguns negócios feitos pelo FC Porto. O ex-administrador entenderia que a gestão da SAD estaria a ser influenciada por pessoas externas à mesma, nomeadamente Alexandre Pinto da Costa e os representantes do fundo de investimento Doyen.

Números

2005 ano em que Antero Henrique foi promovido a diretor-geral do futebol, tomando as rédeas do departamento que até então era da responsabilidade de Reinaldo Teles

18 troféus conquistados pelo FC Porto em 11 anos com Antero Henrique a gerir o futebol. Foram sete campeonatos nacionais, quatro Taças de Portugal, seis Supertaças e uma Liga Europa
Por André Monteiro
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