Indícios de comissão tripartida na aquisição de Uribe

Negócio relativo a 2018 na mira do Ministério Público

• Foto: Peter Spark/Movephoto
A transferência de Matheus Uribe para o FC Porto, em 2019, está também a levantar dúvidas no Ministério Público (MP), que, de acordo com a documentação a que Record teve acesso, terá tido custos de intermediação tripartidos.

O colombiano foi adquirido ao América, do México, por 9,5 milhões de euros (85 por cento do passe), transação que teve custos de intermediação de 1,58 milhões de euros. Neste negócio foi declarada a intermediação por parte de Raúl Pais Costa, ligado à sociedade Nomiblue, e por parte da Go Pro Sport Management, controlada por Norman Capuozzo. De acordo com o MP, há indícios de que "a Nomiblue faturou ao FC Porto a comissão correspondente a 5 por cento dos valor da aquisição do passe, no valor de 475 mil euros, porém a Go Pro Sport Management acordou o pagamento pelo FC Porto de uma comissão no valor de 1,4 M€, correspondente a 14,7 por cento do valor da aquisição, sendo que a N1 - Gestão de Carreiras Desportivas [n.d.r.: sociedade de Pedro Pinho], veio a faturar à Go Pro, em 16 de setembro de 2019, o valor de 466 mil euros, correspondente a 5 por cento do valor global da aquisição do passe do atleta".

Face ao exposto, o documento detalha a suspeita de que deste modo houve "um incremento fictício do valor global das comissões a pagar pelo FC Porto na aquisição do passe de Uribe, o qual ascende a 1,875 milhões de euros e que representa cerca de 20 por cento do valor do negócio para permitir a saída de meios financeiros para a esfera de terceiros".
Por Record
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