Nélson Puga faz balanço de um ano de pandemia: «Fomos adquirindo confiança»

Médico dos dragões faz retrospectiva do que mudou no FC Porto no último ano

• Foto: Peter Spark/Movephoto

A Covid-19 entrou em Portugal há um ano e, por isso, é boa altura para balanços. Foi isso que Nélson Puga fez esta terça-feira, em declarações ao Porto Canal, passando em revista a forma como o clube se adaptou a uma nova realidade. 

"Para mim, foi absolutamente impensável poder preparar uma guerra contra um vírus, ainda por cima invisível. Isto deixou-nos com a necessidade de refletir e balizar as prioridades das nossas vidas. O apoio superior foi fundamental, do presidente, dos dirigentes, para ter liberdade para decidir, e, depois, do treinador e equipa técnica, em comunhão connosco, para evitar problemas e para os atacar de forma precoce e para os resolver bem. Solidariedade incrível de todos. Informação e verdade, comunicação permanente, foram os aspetos mais decisivos. Fomos evoluindo semana a semana. Adaptamo-nos na medida das necessidades", explicou o médico dos dragões, revelando ainda que, na altura de voltar aos trabalhos após a quarentena, nem todos os jogadores aceitaram as coisas da mesma forma. Mas todos ficaram rapidamente convencidos. 

"Fomos adquirindo confiança e passando a ideia aos demais para ir evoluindo até chegarmos ao primeiro estágio e primeiro jogo. Foi estranho, porque o hotel também estava fechado e mudámos todos os procedimentos. Todos ficámos em quartos individuais, mudámos para salas muito maiores para que existisse a capacidade de distanciar as pessoas; os procedimentos alimentares tiveram, e têm, um rigor brutal; mudámos de piso, para que não utilizássemos os elevadores... Procurámos, no fundo, minimizar ao máximo o risco que pudesse existir. Ao fim de uma semana, inclusive os que eram mais céticos, que mostraram maior preocupação ou colocavam mais perguntas, já se sentiam confiantes e diziam-nos que estavam tranquilos. Já diziam 'sabemos que no Olival ninguém vai passar nada a ninguém, o que possa acontecer é vindo de fora'", confidenciou o clínico portista. 

A finalizar, Nélson Puga deixou uma mensagem de esperança e lembrou os que mais sofreram com a pandemia. "Como costumo dizer, mesmo quando alguém se queixa, cuidado que há gente pior do que nós. Gente que esteve doente, que perdeu familiares, que perdeu amigos e que aqueles que vivem na linha da frente, enfrentando uma luta muito maior, sofrem muito mais e têm muito mais responsabilidade e ainda viram quando isto acabar. A ansiedade do desconhecido, não se percebendo quando é que isto acaba, é um factor stressante muito grande. Mas tenho pensamento positivo e acho que a pouco e pouco isto vai melhorar e há-de acabar", perspetivou.

Por Record
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