Paulo Assunção prevê um Atlético Madrid-FC Porto "equilibrado e duro"

Antigo médio com o coração dividido no duelo da Liga dos Campeões entre duas equipas que representou

Como Futre e Falcão ou, atualmente,  João Félix, Felipe e Herrera, também Paulo Assunção vestiu as camisolas de FC Porto e Atlético Madrid, os dois históricos clubes que se defrontam esta quarta-feira, no Wanda Metropolitano, na capital espanhola, em partida a contar para a 1.ª jornada do Grupo B da Liga dos Campeões. 

"Estou na Turquia, mas não posso perder esse jogo. Vou vê-lo na televisão. A minha maior alegria como jogador foi ter representado as melhores equipas de Portugal e Espanha.  Ainda hoje tenho amigos no FC Porto e no Atlético Madrid. Desejo a melhor sorte às duas equipas", diz a Record Paulo Assunção, desde Istambul, onde se deslocou para acompanhar os primeiros passos do filho, Gustavo, no Galatasaray.

Foram 147 jogos pelos colchoneros e 103 ao serviço dos portistas que deixam o antigo trinco brasileiro de coração dividido para o duelo desta noite, mas muito esclarecido quanto às contas finais do Grupo B. "Vai ser um jogo muito equilibrado entre duas equipas que têm excelentes treinadores e jogadores. Creio que será um jogo duro. Quando eu estava no Atlético joguei contra o FC Porto e nunca foi fácil. Resta-me desejar boa sorte às duas equipas, tomara que, no fim, passem as duas para os oitavos de final", desejou Paulo Assunção depois de recordar os quatro jogos que fez contra os dragões, pelos colchoneros, nas edições 2008/09 e 2009/10 da Liga dos Campeões, somando duas derrotas e dois empates. 

Por toda a experiência acumulada nos dois clubes, o antigo trinco, agora com 41 anos, assegura que o espírito das duas equipas é idêntico. "São duas equipas que jogam com o coração, que têm muita raça e que nunca dão um jogo por perdido. Isso é algo que se vai transmitindo de geração para geração. Quando joguei no FC Porto esses valores foram-me passados por jogadores como Jorge Costa, Vítor Baía, Aloísio, Secretário… E também eles os receberam de outros jogadores mais antigos. No Atlético é igual, essa cultura vai sendo transmitida pelos veteranos aos mais novos", explicou o brasileiro. 

Foi o FC Porto quem abriu as portas da Europa a Paulo Assunção, em 2000/01, para representar a equipa B por empréstimo do Palmeiras. Acabou por ser devolvido ao clube brasileiro e, mais tarde, em 2002/03 voltou a Portugal para representar o Nacional, agora a título definitivo.

Duas épocas volvidas foi contratado pelo FC Porto, que logo de seguida o emprestou ao AEK, onde foi treinador pelo atual Selecionador Nacional. "Eu jogava futebol de rua no Brasil. Quem me ensinou a parte táctica do jogo foi Fernando Santos. Ele chamou-me para tomar um café e, com a ajuda de desenhos, ensinou-me essa vertente do futebol. Dizia-me que se não aprendesse aquilo nunca iria jogar no FC Porto".

A verdade é que aprendeu e, em 2005/06, voltou ao Dragão ganhando preponderância na equipa treinada por Co Adriaanse. Com Jesualdo Ferreira, nos dois anos seguintes, também foi peça crucial no miolo.

Em 2008/09, após terminar a ligação ao FC Porto, saiu para o Atlético Madrid, onde continuou a enriquecer o currículo com, por exemplo, duas conquistas da Liga Europa e uma da Supertaça Europeia.

No último ano ao serviço dos colchoneros foi treinado por Diego Simeone e diz que aprendeu "muito com ele". Seguiu-se São Paulo, Deportivo da Corunha até terminar a carreira, no Levadiakos, da Grécia, em 2013/14.

Além de Gustavo, Paulo Assunção também é pai de João, que com 17 anos representa os Sub-23 do Famalicão, e de Pedro, de 7 anos, que é jogador da formação portista. Além do apelido, também partilham a posição de médio no terreno de jogo, embora todos tenham características diferentes.

Por Nuno Barbosa
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