Pinto da Costa critica DGS e dirige-se a António Costa: «Demita-os e, se não é capaz, demita-se o senhor»

Em causa o facto de continuar a não haver público no desporto português após final da Champions com adeptos

Pinto da Costa deixou duras críticas aos governantes portugueses e à DGS, depois de ontem ter existido público na final da Champions, ter havido público em espetáculos musicais no Pavilhão Rosa Mota mas sem poder haver adeptos no Dragão Arena para o jogo de Basquetebol entre FC Porto e Sporting.

"Deixava um conselho ao senhor Primeiro Ministro António Costa: Obviamente demita-os e, se não é capaz, demita-se o senhor", disse o presidente portista, ao Porto Canal.

"Aqui é uma tristeza, é um jogo importante que merecia uma casa cheia, temos uma casa vazia, temos as bancadas completamente sós, sem qualquer pessoa, o que é lamentável e incompreensível. Ontem tive a oportunidade de dizer ao senhor ministro da educação, na final da Champions, que eles estavam a ser os coveiros do desporto português e, mais do que os coveiros, estão a dar um exemplo incrível. Vou ser muito moderado, um exemplo incrível de cretinice", começou por dizer.

"Perguntei ao senhor ministro se compreendia como é que hoje um jogo decisivo de basquetebol não podia ter ninguém a assistir e ontem e anteontem no Pavilhão Rosa Mota, recinto fechado, estiveram 2.500 pessoas aglomeradas, a maioria sem máscara a ver um espetáculo de música. Ele não soube responder. Eu disse-lhe: 'Nem sabe o senhor nem ninguém, porque para coisas estúpidas so os estúpidos são capazes compreender, é sinal de que o senhor é de facto inteligente'", acrescentou Pinto da Costa.

"É lamentável e o que se passou ontem aqui foi a prova de que é possível ter gente nos estádios, uma final da Champions com dois clubes ingleses, o público inglês é tradicionalmente perigoso, e em que não houve um mínimo incidente no estádio. Houve ordem, disciplina, distanciamento, máscaras, tudo o correto. Houve incidente na baixa, como em Albufeira, pela mesma hora, como em todos os sítios em que há grandes aglomerados e se abusa do álcool, como tradicionalmente fazem os ingleses", assinalou ainda.

"Agora, é da parte do Governo um atestado de mediocridade ao povo português permitir que estrangeiros venham para nossos estádios e mais de 15 mil pessoas aqui estiveram, já portugueses no mesmo estádio não pode vir ninguém. É lamentável, precisamos de um homem como Humberto Delgado que diga 'obviamente demitam-se', aquela célebre frase. Infelizmente não existem Humbertos Delgados no nosso país, por isso é esta pouca vergonha termos pavilhões vazios para praticar desporto e recintos cheios para espetáculos musicais; ver estádios com metade, quase, do público para ver equipas estrangeiras e frequentado por estrangeiros e os portugueses não podem, têm de ficar de fora e às vezes em aglomerações maiores do que se estivessem dentro", prosseguiu o líder azul e branco.

"É natural, nada mais a esperar, quando a responsável da DGS, quando iniciou a pandemia, veio dizer solenemente que era uma gripezinha que dificilmente chegava cá, quando depois foi à televisão aconselhar a que ninguém usasse máscara, com Humberto Delgado tinha sido demitida. Mais de um ano depois continua no lugar a ridicularizar o povo português, o que é sinal de chacota. Lá fora ninguém compreende que se possa ter público no estádios se público for inglês, se for português tem de ficar de fora. E lamentável. Deixava um conselho ao primeiro ministro António Costa: obviamente demita-os e, se não é capaz, demita-se o senhor", concluiu Pinto da Costa.

Por Record
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