Pinto da Costa: «Mlynarczyk é impossível? Então ponha-o cá até quinta-feira...»

Presidente dos dragões recordou a contratação do guarda-redes polaco

Mlynarczyk e Pinto da Costa em 2002
Mlynarczyk e Pinto da Costa em 2002 • Foto: Luís Vieira

No quarto episódio da série documental 'Ironias do Destino', no Porto Canal, Pinto da Costa recordou a contratação do guarda-redes Jozef Mlynarczyk, a meio da época 1985/86. Uma transferência que parecia impossível, mas que o presidente dos dragões fincou pé e conseguiu consumar em vésperas de uma deslocação ao Estádio da Luz. Tudo para provar que no futebol não há impossíveis.

"Na época seguinte ao título de 1984/85 tínhamos novamente aspirações, mas perdemos um jogo no final da primeira volta, na Covilhã. O nosso guarda-redes titular estava lesionado e jogou o Matos, que era um bom guarda-redes, mas não estava à altura dos outros. Perdemos 2-0 e no jogo seguinte jogávamos na Luz. Eu tinha um amigo que não era propriamente empresário, que trabalhava em França e estava ligado ao futebol. Ele era muito amigo do Luís César, o nosso secretário técnico, e disse-lhe que precisava de um guarda-redes. Ele perguntou-me se conhecia o Jozef Mlynarczyk, eu disse que conhecia, o polaco. Ele disse-me que estava no Bastia e poderia haver uma possibilidade. Eu disse-lhe que não era uma possibilidade, tinha de estar cá até quarta-feira para jogar na Luz. Ele disse que não sabia se era possível. Respondi-lhe que se era impossível dava-lhe até quinta-feira, disse-lhe na brincadeira. Se for possível, até quarta, se for impossível, na quinta, mas tem que o pôr cá. Impossível ou não, ele conseguiu-o, o Mlynarczyk jogou na Luz, empatámos 0-0, e ele fez uma grande exibição. Impossível é o que é difícil e demora mais tempo a resolver. Não há impossíveis", referiu Pinto da Costa.

O líder portista também passou em revista o seu primeiro título de campeão nacional, em 1984/85. Um momento inesquecível na sua presidência e que teve no treinador Artur Jorge um dos grandes protagonistas.

"Depois do semi-êxito que foi a nossa presença na final de Basileia, as perspetivas eram de realmente lutar a sério pelo título, e felizmente conseguimo-lo até antes do final do campeonato. Houve um momento crucial, que foi a nossa vitória no Estádio da Luz, por 1-0. Foi histórico, não só porque não era frequente vencermos lá, mas também porque tivemos o terceiro anel todo azul e branco. Mostrou a identificação dos sócios e dos adeptos com a equipa, com a direção, foi um bloco tal que pensávamos todos o mesmo, queríamos o mesmo, estávamos todos determinados, e sobretudo sentíamos que íamos voltar a ser campeões. Foi uma sensação ótima, era um objetivo fundamental ganharmos o campeonato. A nossa equipa era muito boa, o treinador Artur Jorge estava a continuar o espírito e a mentalidade do Pedroto. Foi um campeonato que me marcou muito", recordou.

Por Record
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