Pinto da Costa: «Quem corre sozinho não consegue fazer nada»

Presidente do FC Porto diz ter "fé religiosa, no trabalho e nas pessoas com quem trabalha"

• Foto: FC Porto

O episódio desta segunda-feira da série informativa 'Ironias do Destino', no Porto Canal, levou Pinto da Costa até 1992, altura em que completou a primeira década na presidência do FC Porto. 

O líder dos dragões recordou o título 'made in Porto', conquistado com Carlos Alberto Silva no comando e consumado frente ao Salgueiros, no Estádio do Bessa. No fim do episódio, Pinto da Costa falou de fé.

"Tenho fé religiosa, no trabalho e nas pessoas que trabalham comigo porque sei que são sinceras, leais e competentes. Costumo dizer aos meus colaboradores que a diferença entre o possível e o impossível é que o impossível demora mais algum tempo a fazer-se. Quando se quer uma coisa que não seja utópica, o impossível torna-se possível. Demora, mas consegue-se. É preciso ter um objetivo e uma equipa que acredite. Só nas maratonas é que cada um corre por si, mas nesta vida que é uma maratona, quem corre sozinho não consegue fazer nada", afirmou o presidente do FC Porto.

Pelo meio, novamente num plano mais pessoal, Pinto da Costa também assumiu ter uma certa timidez. "Às vezes, quando estava em ambientes em que nos insultavam sentia-me mais à vontade . Não gosto de elogios, sinto que estão a fazer o meu elogio fúnebre. Digo sempre que ainda não morri."

Todas estas afirmações vieram a propósito de uma festa surpresa e de homenagem que lhe foi feita em 1992, para celebrar os dez anos na presidência. "Recordo com saudade que, um dia, uns amigos convidaram-me para almoçar, infelizmente já todos falecidos – o professor Vieira de Carvalho, o Adriano Pinto e o Pôncio Monteiro. Era para festejar os dez anos, num almoço íntimo na Exponor", começou por recordar.

E prosseguiu: "Meti-me no carro, era sábado, ia sem gravata, na desportiva, e quando dei a curva vi um grande painel a anunciar o almoço comemorativo. Aquilo estava cheio de carros. Telefonei ao Pôncio a perguntar que brincadeira era aquela, que estava vestido desportivo e não podia. Tive de ir a casa vestir um fato a correr. Quando cheguei fiquei impressionado, porque estavam mais de mil pessoas, alguns ilustres, que me diziam muito, como o General Ramalho Eanes, o professor Barbosa de Melo, que foi presidente da Assembleia da República, a Leonor Beleza, Arlindo Cunha."    

Sobre o saudoso treinador Carlos Alberto Silva, o presidente referiu: "Era uma pessoa fantástica."

Por Nuno Barbosa
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