Pinto da Costa recorda golo de Kelvin: «Tive de chamar a atenção para travar a euforia»

Presidente sentiu necessidade de lembrar ao plantel que ainda faltava a 'final' de Paços

• Foto: José Moreira/Arquivo

A época 2012/13 ficará para sempre recordada, a nível nacional, como a do golo do Kelvin. O minuto 92 ficou para a história do futebol português e, sobretudo, do FC Porto, com Pinto da Costa a gravar um episódio da série documental 'Ironias do Destino' em pleno Espaço K, no museu dos dragões. 

"Foi um jogo muito emocionante, precisávamos de ganhar e, logo no princípio do jogo, sofremos um golo. Tornou-se tudo mais difícil. Empatámos ainda na primeira parte. O Benfica era muito forte, mas conseguimos controlar o jogo, só que o tempo ia passando, ia passando... até aos 92 minutos. Neste momento mágico, o Kelvin acertou mesmo ali no cantinho, era indefensável este remate. Foi uma explosão de alegria, mas não foi só no Dragão, foi em todo o país, todos os portistas vibraram porque foi um momento histórico. Ainda hoje vimos estas imagens e não as conseguimos ver indiferentemente. Foi uma explosão tão instantânea, toda a gente ao mesmo tempo, que foi um barulho ensurdecedor. Não me lembro de ter visto um momento como este no estádio. Penso que será um dos momentos mais importantes da história deste estádio", lembrou o presidente, vincando que sentiu necessidade de avisar o grupo de que nada estava ganho e que ainda havia uma última jornada, em Paços de Ferreira. 

"A partir daquele momento tive de chamar a atenção, porque não tínhamos ganho o campeonato. Ainda faltava um jogo e eu estava preocupado. Lembro-me que fui, no fim, ao balneário e era uma euforia fantástica e eu chamei a atenção de que não tínhamos ganho nada, só tínhamos ganho ao Benfica. No último jogo tínhamos uma deslocação muito difícil ao Paços de Ferreira, que contra nós faz sempre jogos fantásticos, e eu tive de chamar a atenção para travar a euforia, porque ela tinha de ser guardada para oito dias depois, se vencêssemos. Senti uma euforia tão grande, os jogadores sentiram isto de uma forma tão grande, o público estava tão entusiasmado, que foi uma festa como nem a festejar campeonatos eu vi. Durante a semana, o meu trabalho foi chamar a atenção da equipa de que final era o jogo de P. Ferreira. Valeu a pena, eles concentraram-se, compreenderam que não tínhamos ganho nada", recordou Pinto da Costa.

Por Record
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