Rui Rio: «Pinto da Costa fez tempestade num copo de água»

ACUSA FC PORTO DE «ARROGÂNCIA»

NÃO há maneira de Rui Rio dar o braço a torcer. O presidente da Câmara Municipal do Porto continua firme no seu propósito de reduzir a área comercial disponível para o FC Porto negociar em cerca de 75 por cento, e isto sem apresentar qualquer proposta alternativa para os dragões financiarem as obras do seu novo estádio. Isto apesar da troca da área comercial para habitacional ter um custo nove milhões de euros.

“Mas o que posso fazer perante a decisão do FC Porto em parar as obras? Fraquejar perante isso? Recuar com medo? Esta proposta está tão perto do que o FC Porto quer... Apenas está em causa o diferencial entre o valor comercial e o valor habitacional, dado que não é afectada a edificabilidade”, tentou justificar Rui Rio.

Mesmo perante toda a polémica que ontem eclodiu, o edil da Invicta continua a pensar que encontrou “a solução mais consensual que pode haver. Não posso é virar as costas aos comerciantes, ainda para mais perante situações de intransigência e arrogância, que derivam de algum desconhecimento. Há aqui alguma reacção a quente, até porque só vamos reduzir a área comercial nos terrenos oferecidos pela Câmara”.

As consequências da paragem das obras do novo estádio portista podem ser particularmente graves para a cidade do Porto. Rui Rio concorda, mas afirma que “isto não faz sentido nenhum. Pinto da Costa fez uma tempestade num copo de água. Não há nenhuma guerra. Não dei nada ao Boavista. Os terrenos que estão em causa foram oferecidos pela Câmara ao FC Porto. Por isso, diria até que o FC Porto está a ser privilegiado...”

Apesar de tudo, Rui Rio assegura que na próxima terça-feira estará reunido pelas 15 horas com o secretário de Estado das Obras Públicas, Vieira da Silva, para garantir financiamento para as acessibilidades inerentes ao Plano de Pormenor das Antas. Também por isso não poupou nos comentários desagradáveis em relação à posição azul e branca. “Se realmente não há aqui nenhum mal-entendido, esta posição é de uma arrogância... Até tem foros de ridículo. Inaceitável. A isto não posso ceder. Valha-me Deus. Haja um bocadinho de bom senso. Os comerciantes têm uma posição muito mais equilibrada e estão longe de ter o que querem. Estão a comportar-se de forma mais lógica que o FC Porto. Compete ao clube ver bem a proposta que eu fiz. Continuo a sustentar que houve uma reacção a quente. Até parece desconexo ter uma reacção de tal magnitude. Em 238 mil metros quadrados, há 30 mil que deixam de ser lojas e passam a escritórios. Valha-me Deus!”
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